terça-feira, 28 de junho de 2011

POESIA: ETIQUETA - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)






ETIQUETA


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)


Pus
na caixa de guardados:
um sentimento extranho,
um raminho de alecrim,
sua foto e a minha,
e todas as lembranças vividas


Por fora
a etiqueta dizia:
mamãe.



**VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES: nasceu em Italva, interior do Rio de Janeiro, Brasil, em 25 de abril de 1956. É escritora, poeta, ensaísta, artista plástica, tradutora e conferencista.Graduada em Letras/Português-literaturas, pela UERJ/FFP;Pós-Graduada em Literatura Infanto-Juvenil pela UFF;e em Arteterapia na Saúde e na Educação pela pela UCAM.Catedrática de Literatura do Museu Belgrano(Argentina), ortogada pelo Fundador e Diretor Dr. Ricardo Vitiritti; Diretora Internacional do Taller Artístico Alas Rotas-Alitas de América, nomeada pela Fundadora e Diretora Geral do T.A.A.R., em Argentina Srª Silvia Aida Catalán; Fundadora e Diretora do ENLACE MUSEU PÓS-MODERNO DE LITERATURA.

Publicou: No tempo distraído (narrativas, Ágora da Ilha,2001),
Diversidades e Loucuras em Obras de Arte- um estudo em Arteterapia (ensaio, Ágora da Ilha, 2001),
A palavra do menino e as abobrinhas 9 infanto-juvenilo, HP.Editora,2005),
O chamado das musas.Pô-Ética Humana: o enigma do recheio- a arteterapia ao sabor da educação brasileira(pesquisa poética em arte e educação, Creadores Argentinos, 2008;
Núncia Poética (poesias, Cbje,2010).


Participa também das seguintes antologias:
Os melhores poetas brasileiros Hoje/1985(Shogum Editora, 1985),
III Encuentro Nacional de Narradores y Poetas - Unidos por las Letras!-2009-Bialet Massé (Córdoba, Argentina,2009),
Poesia em Trânsito-Brasil/Argentina (La Luna Que, Buenos Aires, 2009, e
1º Antología Literaria Nacional e Internacional 2010 " Ser Voz en el Silencio, S.A.L.A.C. va.Carlos Paz, Córdoba-Argentina (Galia's, Editora Independiente,2010).

terça-feira, 21 de junho de 2011

POESIA: NO BROTO - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)




Foto: Gato e flor


NO BROTO


à Fátima Inácio Gomes(Portugal)


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)







De quando em quando:
Gato e flor, não, não se estranham. Um nada aqui se faz.
No voo: solidão é casario, penso doida. No vão das coisas, a chave me agita toda.
Aplaino o grito, na lucidez do parto. Indago ao tempo: o que me destoa?
No broto, a queda livre se engraça lépida... E rasga o ventre da Liberdade.
Em desalinho
( no avesso do avesso),
como pimenta e gergelim.
Poesia arvora-se, no dentro
Traços e mãos se apetecem. Um gosto travo na mesma língua.



No olho do gato: desejo em flor!

sábado, 18 de junho de 2011

POESIA: NUM CHEIRO DE UM PASSARINHO- VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES(BRASIL)


Foto: Pássaros




NUM CHEIRO DE UM PASSARINHO


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Entrei num cheiro de passarinho
e
funguei seu pescoço, de jeito
morno
que a vida parou em seu galope
Rodopíamos com tempo, no silêncio
de um galhinho de alecrim


Há dias em que qualquer palavra
nos fazem estarrecidas, diante do óbvio:
seu olhar é o que de mais lindo há, na face da Terra!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

AH, E SE EU FOSSE UM ESCRITOR - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Foto: Vanda Lúcia da Costa Salles, num Café Literário, em Buenos Aires-Argentina.



Foto; Poetas e Narradores no Encontro Literário em Villa Carlos Paz,Córdoba,Argentina-2010


AH, E SE EU FOSSE UM ESCRITOR


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)


Eu pegaria com carinho as palavras, aquelas bem pequeninas,
com jeitinho de criança arteira
que se esconde
em um pique se esconde, e diz
com carinha inocente: " eu não estou aqui!"
E no perto de ser pega, reclama dengoso: "Isso não vale!",
"não e não, eu ainda nem me escondi."
Vale mais o ser que brinca pleno de vida.
Ah, e se eu fosse um escritor! Que beleza seria!
Eu saberia, com certeza, a escrita mais fina.
Delicada,
não muito tagarela,
mas que contivesse o nó das coisas. Como um laço de fita,sem destoar.
Casadinha com o mistério, seria.
Uma, não,
duas avezinhas no arrebol,
e
esse meu laço da fita, bem sei,
jamais ficaria no ar.

domingo, 29 de maio de 2011

MOMENTO DISCENTE: MEU AUTOR EM PESQUISA - LIMA BARRETO - POR CAROLINE DE MORAIS BARBOSA(BRASIL)



Foto: LIMA BARRETO (BRASIL)


LIVRO E AUTOR EM PESQUISA: LIMA BARRETO


CAROLINE DE MORAIS BARBOSA (BRASIL)


O livro " O Novo Manifesto" fala sobre eleição e a pobreza da humanidade. Trata das coisas úteis que os deputados poderiam fazer pela humanidade.
Meu autor em pesquisa é o Lima Barreto, que nasceu no Rio de Janeiro em 1881. Filho de pais mestiços foi vítima de preconceitos e morreu em 1º de novembro de 1922.
A editora que publicou este livro foi a Martins Fontes, em 2003.
Meu livro em pesquisa é uma antologia de contos e crônicas. Ele tem vários autores que são : Érico Veríssimo, Machado de Assis,Cecília Meireles, Antonio Maria e Lima Barreto ( o meu preferido).


*AFONSO HENRIQUES DE LIMA BARRETO(Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881 - São Paulo, 1 de novembro de 1922), melhor conhecido como Lima Barreto, foi um jornalista e um dos mais importantes escritores libertários brasileiros.

Era filho de Joaquim Henriques de Lima Barreto (mulato nascido escravo) e de Amália Augusta (filha de escrava agregada da família Pereira Carvalho). O seu pai foi tipógrafo. Aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o famoso periódico "A Semana Ilustrada". A sua mãe foi educada com esmero, sendo professora da 1º à 4º séries. Ela morreu cedo e João Henriques trabalhou muito para sustentar os quatro filhos do casal. João Henriques era monarquista, ligado ao Visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor. Talvez as lembranças saudosistas do fim do período imperial no Brasil, bem como suas remotas lembranças da Abolição da Escravatura na infância tenham vindo a exercer influência sobre a visão crítica de Lima Barreto sobre o regime republicano.

Lima Barreto começou a sua colaboração na imprensa desde estudante, em 1902, no A Quinzena Alegre, depois no Tagarela, O Diabo, e na Revista da Época. Em jornais de maior circulação, começou em 1905, escrevendo no Correio da Manhã uma série de reportagens sobre a demolição do Morro do Castelo. Daí em diante, colaborou em vários jornais e revistas, Fon-Fon, Floreal, Gazeta da Tarde, Jornal do Commercio, Correio da Noite, A Noite (onde publicou, em folhetim, Numa e a Ninfa), Careta, ABC, um novo A Lanterna (vespertino), Brás Cubas (semanário), Hoje, Revista Souza Cruz e O Mundo Literário.
Em 1911 editou com amigos a revista Floreal, que conseguiu sobreviver apenas até à segunda edição, mas despertou a atenção de alguns poucos críticos. 1909 foi o ano de sua estreia como escritor de ficção, publicando, em Portugal, o romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha. A narrativa de Lima Barreto nesse primeiro livro, pincelada com indisfarçáveis traços autobiográficos, mostra uma contundente crítica à sociedade brasileira, por ele considerada preconceituosa e profundamente hipócrita, até mesmo os bastidores da imprensa opinativa são alvo de sua narrativa mordaz, inspirados na redação do Cartas da Tarde. Em 1911 começou a publicação, em formato de folhetins no ''''Jornal do Commercio'''' do Rio de Janeiro, de sua mais importante obra, Triste Fim de Policarpo Quaresma, que anos mais tarde (1915) foi editado em brochura e considerado pela crítica especializada como basilar no período do Pré-Modernismo



Ler mais em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lima_Barreto

segunda-feira, 23 de maio de 2011

POESIA: NO ESPELHO DO CARRO QUE NÃO TENHO - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)*


Foto; Carro de corrida



NO ESPELHO DO CARRO QUE NÃO TENHO

VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



é uma ilusão, mas
como um oásis sei que
no espelho do carro que não tenho habita
uma fada pequenina e vivaz
que jura,
acenando a sua varinha mágica,
metamoforsearmo-nos
em consumidores aguerridos. Pouco caso, faço.
E desdenho todos os imperativos. Sou do giro. Apenas, mais uma louca.
Gosto de água de chuva,
de cachoeira correndo, e
nem sempre nado a favor da corrente,
de pão quente saindo do tacho, em fogão de lenha
de angu fininho, cozido lento
de correr cosmos a fora, apenas em pensamento
de ismicuir-me nas tábuas coloridas do Gentileza
de citar Bispo do Rosário,
dos óculos de Machado de Assis,
de literatura infanto-juvenil,
de praia bonita e areia limpa,
de imaginar se... E se a maçã a serpente engolisse?
O que seria da fada?


A minha bíblia tem capa dourada e um sonho de ser!


**VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES: nasceu em Italva, interior do Rio de Janeiro, Brasil, em 25 de abril de 1956. É escritora, poeta, ensaísta, artista plástica, tradutora e conferencista.Graduada em Letras/Português-literaturas, pela UERJ/FFP;Pós-Graduada em Literatura Infanto-Juvenil pela UFF;e em Arteterapia na Saúde e na Educação pela pela UCAM.Catedrática de Literatura do Museu Belgrano(Argentina), ortogada pelo Fundador e Diretor Dr. Ricardo Vitiritti; Diretora Internacional do Taller Artístico Alas Rotas-Alitas de América, nomeada pela Fundadora e Diretora Geral do T.A.A.R., em Argentina Srª Silvia Aida Catalán; Fundadora e Diretora do ENLACE MUSEU PÓS-MODERNO DE LITERATURA.
Publicou: No tempo distraído (narrativas, Ágora da Ilha,2001),Diversidades e Loucuras em Obras de Arte- um estudo em Arteterapia (ensaio, Ágora da Ilha, 2001),A palavra do menino e as abobrinhas 9 infanto-juvenilo, HP.Editora,2005), O chamado das musas.Pô-Ética Humana: o enigma do recheio- a arteterapia ao sabor da educação brasileira(pesquisa poética em arte e educação, Creadores Argentinos, 2008; Núncia Poética (poesias, Cbje,2010). Participa também das seguintes antologias: Os melhores poetas brasileiros Hoje/1985(Shogum Editora, 1985), III Encuentro Nacional de Narradores y Poetas - Unidos por las Letras!-2009-Bialet Massé (Córdoba, Argentina,2009), Poesia em Trânsito-Brasil/Argentina (La Luna Que, Buenos Aires, 2009, e 1º Antología Literaria Nacional e Internacional 2010 " Ser Voz en el Silencio, S.A.L.A.C. va.Carlos Paz, Córdoba-Argentina (Galia's, Editora Independiente,2010).

segunda-feira, 9 de maio de 2011

PROSA POÉTICA: ALMAS PERFUMADAS- ANA JÁCOMO- (The Blowers Daughter-Damien Rice)






ATENÇÃO!!!!






ALMAS PERFUMADAS


ANA CLÁUDIA SALDANHA JÁCOMO

(Para minha avó Edith)



Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas,pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Costumo dizer que algumas almas são perfumadas, porque acredito que os sentimentos também têm cheiro e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia. Minha avó era alguém assim. Ela perfumou muitas vidas com sua luz e suas cores. A minha, foi uma delas. E o perfume era tão gostoso, tão branco, tão delicado, que ela mudou de frasco, mas ele continua vivo no coração de tudo o que ela amou. E tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus, que, numa temporada, se vestiu de Edith, para me falar de amor.




Blog: http://anajacomo.blogspot.com

E-mail: anajacomo@terra.com.br
http://www.releituras.com/ne_acdjacomo_almas.asp


ANA CLÁUDIA SALDANHA JÁCOMO(1966): é carioca, formada em Jornalismo, funcionária pública, e absolutamente enamorada, desde criança, pelo exercício de escrever. O estilo predominante em seus textos é a prosa poética, a exemplo de “Almas Perfumadas”, que publicou, ainda inédito na internet, no Releituras, quando o site estava inaugurando o espaço para novos escritores. Na década de 90, participou com contos e crônicas das antologias "Hoje", "Agora" e "Já", resultantes do trabalho da Oficina Literária do poeta Cairo Trindade, a qual freqüentou por cerca de um ano. Em 2001, lançou um livro independente intitulado “Parto de Mim”, impresso na Fábrica de Livros da SENAI, com duas tiragens já esgotadas. Apaixonada por música, desde sempre, no finalzinho de 2006 começou também a percorrer o caminho da composição musical. Gosta de dizer que escrever é o seu trabalho mais lúdico. Seu jeito preferido de prece. Sua maneira predileta de levar o coração para pegar sol.







THE BLOWER'S DAUGHTER


DAMIEN RICE


And so it's
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it's
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...

And so it's
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it's
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...

Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind...
My mind... my mind...
'til I find somebody new




A FILHA DO VENTO

Composição: Damien Rice

(Tradução em Português)


E então é isso
como você disse que seria
A vida corre fácil pra mim
A maioria das vezes
E então é isso
A história mais curta
Sem amor, sem glória
Sem herói no céu dela

Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de Você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos...

E então é isso
Como você falou que deveria ser
Nós dois esqueceremos a brisa
A maioria das vezes
E então é isso
A água gelada
A filha do vento
A aluna rejeitada


Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos...

Eu disse que te detesto?
Eu disse que quero deixar
Tudo para trás?

Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Meus pensamentos...Meus pensamentos...
Até conhecer uma nova pessoa.



DAMIEN RICE(Celbridge, 7 de dezembro de 1973) é um cantor, instrumentista e compositor irlandês. Ex-integrante da banda Juniper. Embora com poucos álbuns gravados e sem fazer muitos shows por ano, tornou-se mundialmente conhecido com o sucesso "The Blower's Daughter" que integrou a trilha sonora do filme Closer, Filho de Maureen e George Rice, Damien Rice nasceu em 7 de dezembro de 1973, em Celbridge, no condado de Kildare, no interior Irlanda. Durante a infância, passava longo tempo ao ar livre, em companhia de seu cachorro de estimação e pescando. O contato com a música em casa não era grande, mas seu interesse por música sim.