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sexta-feira, 6 de abril de 2012

HOMENAGEM: MARCO DO MUNDO - W.J.SOLHA (BRASIL)





MARCO DO MUNDO


W.J.SOLHA (JOÃO PESSOA-BRASIL)



... "O silêncio na Torre
é absoluto.


Do provisório território máximo do Marco,
entre o reino dos réus e o dos céus,
vê-se o compulsório Cristo- em ouro, pedra,bronze
e nos vitrais - das catedrais,
vê-se o mau ladrão no rio Tibre, que no italiano- fiume Tevere-
permite ao Poeta dizer que o bandido faz ali seu thriller,

enquanto o outro faz a oração, entre lírios e constelações de círios
que se vão,
acesos,
em procissão,
das ruas de Fátima e Lourdes às de Medjugorje e Czestoshowa
(mesmo que chova),
passando por Guadalupe e Caravaggio, Loreto e Aparecida,
até que prospekt passa a ser o nome que dostoievski dá
pra avenida."



( In. SOLHA,W.J. MARCO DO MUNDO, IDEIA, João Pessoa:2012)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

HOMENAGEM: AVATARES- RUTH ANA LÓPEZ CALDERON-(BOLIVIA)


Foto: Ruth Ana López Calderon (Bolivia)



AVATARES

RUTH ANA LÓPEZ CALDERON (BOLIVIA)



La zozobra palpa el corazón
apabullado
enmarañado en celajes extraños

La cercanía distante, respirar casi el mismo aire,
caminar las mismas calles, sin que los pasos
lleguen al encuentro
hoy, el mismo viento que azota mi cara,
despeina tus cabellos

¡Oh!, los avatares de la ruta
y el laberinto en que estamos
sin darnos cuenta de que cuenta nos damos
del sarcasmo de las nubes
pone latidos enamorados al cuerpo
en el límite,
al cuerpo que cruza la frontera
entre ésta
y la otra vereda en la otra ciudad
de los túneles


¿cuándo florecerán las azucenas?
¿cuándo de tu boca un te quiero?
¿cuándo tu piel y la mía compartirán el lecho?

atroz, doliente en extremo
y casi burlesco ja, ja, ja...
poseídos del delirio
Lo siento, lo siento, olvidé que el tango es algo serio,
cuando llega a destiempo el ritmo
cuando no quedan restos para moverlo
cuando sólo llorarlo se puede

¿quién desata los nudos?
¿quién pone nubes rosas en el horizonte negro?
¿quién abriga huérfanas sandalias?

y la demencia anclada en la espera
golpea contra las paredes, ¡sí!, ¡sí!,
las paredes blancas, las paredes negras,
como tablero de damas antiguas
hacen eco en metálicas carcajadas
y devanan los algodones
los hacen polvo esparcido,
a nublar tus ojos


a mis ojos, llenarlos de cenizas,
ahítos de imágenes truchas
bailando sobre el iris calcinado por el frío


tus manos no tocarán las mías
tus labios no rozarán los míos
tu corazón, tu corazón
no latirá al compás que danza con la muerte
perdida en el limbo coherente de la locura


la oscuridad luminosa envuelve
tus huellas siguen su camino
las mías se detienen.








LA PLUMA


RUTH ANA LÓPEZ CALDERON (BOLIVIA)






La pluma negra en la mano aletea desesperada,
su silueta distante captura el viento inclemente:
Usurpa sueños tardíos y temores que habitan el horizonte


donde noches ensimismadas escudriñan el fondo de lo oscuro,
lento mastican la zozobra de impuros gemidos,
de piel profana como sepulcro y ecos
vagan como fantasmas y relámpagos
alumbrando tempestades nocturnas.


¡No!, no hay nada tangible en la alborada de este paisaje
de llanto,
sus crispadas alas amortajan la esperanza y en la sombra
huyen.


La pluma negra en la mano lamenta como estaca
y como carne fragmenta y desdibuja el mapa clandestino.
Y el alarido, ¡sí!, el alarido de su vuelo.


El oscuro laberinto dibujado.


¡Oh!, esperado e inesperado retorno.


El cuervo reposa sus garras sobre mi mano.


*RUTH ANA LÓPEZ CALDERON: “nací en Sucre-Bolivia, el 10 de febrero de 1968, soy secretaria ejecutiva y enamorada de las letras. Desde pequeña sentí el llamado del arte en varias de sus facetas, el ballet, el dibujo y la escritura, pero no seguí ninguna de dichas inclinaciones artísticas; apenas escribo poemas desde agosto del 2010”.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

BREVE LANÇAMENTO NO CAFÉ LITERÁRIO: UNIVERSO SECRETO, DE VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)


Foto: Livro(contos,Virtualbook,2011), da escritora brasileira VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES.


ESFINGE



Brilhante, uma cabeça de cão. Corpo de águia e pés de
pato, dourado.
Um enigma a desvendar, poucos conseguiu essa façanha.
Por isso o vale dos ossos secos, junto a seus pés, erguia-se,
nítido.
A mulher chegou. Nem pestanejou. Retirou da bolsa um
pequeno vidro espelhado em arabescos. Espelhou o sol até
ficar no ponto certo do espaço celeste. Estendeu o braço. De
tal maneira, que os raios refletiram-se e formou um laser até
aos olhos de vermelho-pedra preciosas da esfinge. Ecos da
voz de Tânia Libertad, ouviu chegar ali, sob sons terrenos de
Los Pajaros Perdidos. A bela música a seguia, orientando o
vôo. Voou através das cifras musicais, uma a uma, unindo-as.
A refração bateu ao solo, retornando a antiga origem.
Arcas surgiram, revelações de antigas escritas, óleos
balsâmicos e estilizada pedra. Puxou tudo. A água brotou da
terra e inundou o vale. Aguando musgos, plantas, folhas,
frutos, pássaros, filhotes e toda a vida ruprestes. Leu o que
surgira a luz do iluminado dia. Os ossos palavras soltas
formavam e determinavam pelo espírito da voz o que seriam
no solo que a vida preparava nas primícias do barro. E verbo
se fez, no óbvio. No tempo em que gramíneas esparramavam
árvores com atitudes. Uma adolescente refugiada na caverna
primitiva pintava com sucos de ervas bisões e a figura de seu
amado caçando, o que seria presente. Acariciando o ventre
avantajado, iniciou um pensamento. O cérebro expandiu-se.
A linguagem de humana jorrava sensibilidade. Firmou-se no espaço imagem.
No vento formou-se leve aragem que molhou as bocas
ressequidas. Do sopro, a palavra surgiu relâmpago até ao
interior do que se pensava feto.
Nem ovo e nem galinha. A vida prenhe de luz enredou-se
lúcida, na perfeição do mistério.
Os ossos voltaram a ser gente. Aos olhos do mundo, um abissal segredo.


( In.: SALLES,Vanda Lúcia da Costa. UNIVERSO SECRETO ( Entre o Abismo e a Montanha),Virtualbook,MG:2011)

domingo, 25 de setembro de 2011

POESIA: ALÉM DA FLOR DO MARACUJÁ- VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)


Foto: Chantal Foucault (França)



ALÉM DA FLOR DO MARACUJÁ


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Viajei em tuas lembranças
sonhei coisas,
que já ninguém dá o valor merecido
como esta flor de maracujá
adormecida neste livro
que guardo para ti
um dia
abrir...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

ATENÇÃO!!!! AOS AMIGOS POETAS, PINTORES, EDUCADORES E DEMAIS ARTISTAS



Foto: IRP.GROUP




O NOSSO SITE MUSEU PÓS-MODERNO DE EDUCAÇÃO ESTÁ AGORA ESTÁ EM :


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E NOSSA LOJA É:

VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES - MEI
EVENTOS( CAFÉ LITERÁRIO) E VENDAS DE OBJETOS DE ARTES ( LIVROS, TELAS PICTÓRICAS, ESCULTURA, POESIAS, ETC)

ALÉM DE UMA BIBLIOTECA COMUNITÁRIA:
MARIA AMARAL FERREIRA ( MARIA SALLES )- IN MEMORIAM

SITUA-SE:

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ALCÂNTARA- SÃO GONÇALO - RJ
BRASIL
CEP: 24.710.007

domingo, 7 de agosto de 2011

HOMENAGEM: UMA CRÔNICA DE NATAL- RAYMUNDO NETTO (BRASIL)*



Foto: Bandeira do Brasil



Foto; Raymundo Netto (Brasil)





UMA CRÔNICA DE NATAL



RAYMUNDO NETTO (BRASIL)


Não sei vocês, mas eu nunca gostei do Natal. Acho uma data muito triste, deprimente, talvez por isso, um dia, decidi que só me casaria se fosse num Natal. Assim o fiz!
Nunca escondi de ninguém esse meu desânimo natalino, a vontade de fugir de festinhas de confraternização, amigos secretos, jingle bells e coisas assim. Penso que, justamente por isso, é que me acontecem coisas como a que revelarei agora para vocês.
Uma tia, semana passada, trouxe a minha casa, emprestado, um relógio de parede — com gabinete de carvalho escurecido, pêndulo dourado e umas raladurazinhas no mostrador de algarismos romanos — que pertenceu a meus avós. Desde menino era louco por aquele relógio... Pois bem, na madrugadinha, acordei com o seu sonoro gemer de horas. Na casa pequena o som reverberava. Como parecesse não parar nunca, pensei: "Será que travou?"
Ao chegar ao corredor, o susto: uma figura esfumaçada, de olheiras sulcadas e cavanhaque revoltoso, saía da portinhola de vidro do relógio e argentava, num clarão, a sala:
— Ebenezer! Ebenezer! — berrava em tom gutural.
— Ebenezer? Está falando comigo?
— Sim, seu tolo insensível! Não lembra mais de mim? Marley, Boz Marley!
— Não, seo Boz, pode voltar para o seu relógio... Ligação errada!
Ele não me dava ouvidos, ou não os tinha, e continuava como numa cantiga de grilo:
— Ebenezer, eu sou o espírito do Natal e o levarei para conhecer o Natal do passado, do presente e do futuro. Você precisa se arrepender já, enquanto ainda há tempo, senão...
Arrependimento? Nem precisava, coleciono tantos, tantos... Mas ele não me ouvia. Enlaçou meu pescoço com as pesadas correntes que arrastava e, como por encanto, tudo em minha sala pôs-se a desaparecer: o sofá velho (este, eu nem liguei), a tevê, a cadeira de balanço e até a empoeirada árvore de natal onde, desde o ano passado, o pisca-pisca deixara de funcionar. Tudo desapareceu dando lugar a calçadas, prédios e um renque de postes: estávamos na rua!
O Natal do passado
Reconheci o Palacete de Carvalho Mota, antigo prédio da Inspetoria das Secas: era a rua General Sampaio, centro da cidade.
Percebi que, na esquina, um pequeno terreno amurado atraía várias crianças. "O que está acontecendo ali?", perguntei ao Boz. "Você quer saber? Vamos lá, então." —, arrastou-me.
Dali de cima, podíamos ver um senhor moreno — Antônio de Paula Barros, disse-me o Boz — suando às bicas por detrás de uma lapinha. Na verdade, era uma espécie de cidade em miniatura, toda mecanizada, onde se via um trem com rostinhos de passageiros que saiam e se escondiam rapidamente, automóveis, lavadeiras, soldados marchando, a procissão, operários numa fábrica, serenatistas ao pé de um sobrado, um cata-vento rangedor, o engenho, o carrossel e sinos de igreja a badalar numa ilusão diorâmica sustentada a fios movidos por um velho motor, enquanto um gramofone, roucamente, tocava uma antiga melodia natalina.
Dois cisnes cruzavam o espelho margeado pela areia dando a impressão de uma lagoa. Próxima, e no centro da pequena cidade feita de papelão e latas amassadas, a manjedoura do menino Jesus era alteada por uma estrela de papel. As crianças, e mesmo os curiosos pais, riam admirados até quando acontecia algum "acidente" e o pobre Barros tinha que desmanchar aquilo tudo, puxando fios, ajeitando os bonequinhos, desentalando o trem descarrilado. "Que coisa linda"..., pensava, quando senti puxar-me o pescoço: "É hora de irmos adiante, Ebenezer!"
O Natal no presente
Num piscar de olhos, saímos do centro e fomos parar num Shopping Center, o "não-lugar" de todas as cidades do mundo. O espírito não parecia tão severo quanto antes. Sentou-se embaixo de uma fonte e observava as pessoas comprando, comprando, comprando. Num canto, o trono de um Papai Noel triste — "não estaria ganhando pouco demais?" — a bater no piso com o coturno cadencioso. As pessoas entravam e saiam das lojas num corre-corre danado, indiferentes à torre de concreto que crescia, ali ao lado, por sobre um tapete de mangue. Elas conferiam listas, endividavam-se, discutiam, falavam que tinham de ir para a festa de Fulano, tinham que comprar o presente para Ciclano e tinham mais outras tantas coisas para fazer, mas, o que queriam mesmo, era largar tudo isso e assistir ao show da dupla chorosa que iria tocar no reveillon naquele hotel de luxo... "Mas com quem iriam deixar as crianças? Ah, elas atrapalhavam!"
— Já vi o bastante, e você? — sentenciava o espírito.
— Eu não sei, para mim parece tudo tão normal. Quer dar uma passadinha na praça da alimentação, não, espírito? — nem me respondeu!

O Natal no Futuro
Estávamos na praça do Ferreira, foi o que o Boz me disse, eu não a reconheci. Aliás, nem tinha mais esse nome. No meio dela, ao invés da Coluna da Hora, um imenso Jesus de fibra todo iluminado, braços abertos e olhos de martírio, girava enquanto abria a bocarra para receber as moedas que as pessoas lhe lançavam. O mais impressionante era que aquelas pessoas não tinham face, acredita? Verdade... Não tinham olhos, narizes ou bocas, e, às costas, via-se uma pronunciada chave de corda que as impulsionava, maquinalmente, a seguir em frente com suas roupas, sapatos, bolsas e cabelos iguais. A diversidade tinha ido para o espaço, assim como as árvores, os rios, lagoas, pássaros e os animais. O céu embaçava visto através de uma redoma de vidro; o piso e grama emborrachados, os jardins de plástico e alumínio. Família? Ninguém sabia o que era isso. Filhos, só de incubadeiras! Não sabiam pensar, repetiam apenas. Moravam sozinhos em lofts. Nem sei se esse povo todo estava ali ou eram apenas imagens holográficas:
— Consumismo demais, desperdício demais! Só ganância, egoísmo, vaidade, violência, exploração e muita mentira! Então, Ebenezer, você está convencido de que precisa mudar?
— Sim, espírito... Tenho que mudar e voltar a ser o Raymundo Netto novamente. Eu não sou esse tal Ebenezer, criatura! Vossa fantasmagoria se enganou feio. Quero mais ver nada, não!
— Sério? Não é o Ebenezer Scrooge? — olhou para um pedaço de papel — Homessa, não é a primeira vez, em minha divisão, que digitam o CEP errado. Secretárias! Mil perdões, foi mal!
Dizendo isso agitou os braços e, de repente, eu estava novamente em minha casa.
De volta...
No silêncio da sala, o sol já despontava. Iria deitar-me, quando olhei para a árvore de natal apagada. Lembrei: basta apenas uma das lâmpadas do pisca-pisca queimar para que todas as outras percam a sua função. Assim como as pessoas... Devagar, troquei a pequena lâmpada, e, toda ela voltou a brilhar! Sentei para admirar a dança das coloridas piscantes que tocavam uma musiquinha parecida com a da lapinha do velho Paula Barros. Pareciam me dizer: nós não estamos sozinhos e temos que comemorar todos os nossos dias. Feliz Natal, amigos e ledores!



Obs.: Texto baseado em Um Conto de Natal de Charles "Boz" Dickens (1812-1870)



*RAYMUNDO NETTO :Escritor, designer, quadrinhista e produtor cultural. Autor do romance "Um Conto no Passado: cadeiras na calçada" (IMPRECE), ganhador do I Edital de Incentivo às Artes da SECULT/CE (2005), e dos infanto-juvenis "A Bola da Vez" (2008) e "A Casa de Todos e de Ninguém" (2009), ambos pelas Edições Demócrito Rocha. É cronista convidado do Caderno Vida e Arte do jornal O POVO há três anos. Atualmente, é coordenador editorial da SECULT/CE.


( Texto originalmente publicado no jornal O Povo/ www.opovo.com.br)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

POESIA: NO ESPELHO DO CARRO QUE NÃO TENHO - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)*


Foto; Carro de corrida



NO ESPELHO DO CARRO QUE NÃO TENHO

VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



é uma ilusão, mas
como um oásis sei que
no espelho do carro que não tenho habita
uma fada pequenina e vivaz
que jura,
acenando a sua varinha mágica,
metamoforsearmo-nos
em consumidores aguerridos. Pouco caso, faço.
E desdenho todos os imperativos. Sou do giro. Apenas, mais uma louca.
Gosto de água de chuva,
de cachoeira correndo, e
nem sempre nado a favor da corrente,
de pão quente saindo do tacho, em fogão de lenha
de angu fininho, cozido lento
de correr cosmos a fora, apenas em pensamento
de ismicuir-me nas tábuas coloridas do Gentileza
de citar Bispo do Rosário,
dos óculos de Machado de Assis,
de literatura infanto-juvenil,
de praia bonita e areia limpa,
de imaginar se... E se a maçã a serpente engolisse?
O que seria da fada?


A minha bíblia tem capa dourada e um sonho de ser!


**VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES: nasceu em Italva, interior do Rio de Janeiro, Brasil, em 25 de abril de 1956. É escritora, poeta, ensaísta, artista plástica, tradutora e conferencista.Graduada em Letras/Português-literaturas, pela UERJ/FFP;Pós-Graduada em Literatura Infanto-Juvenil pela UFF;e em Arteterapia na Saúde e na Educação pela pela UCAM.Catedrática de Literatura do Museu Belgrano(Argentina), ortogada pelo Fundador e Diretor Dr. Ricardo Vitiritti; Diretora Internacional do Taller Artístico Alas Rotas-Alitas de América, nomeada pela Fundadora e Diretora Geral do T.A.A.R., em Argentina Srª Silvia Aida Catalán; Fundadora e Diretora do ENLACE MUSEU PÓS-MODERNO DE LITERATURA.
Publicou: No tempo distraído (narrativas, Ágora da Ilha,2001),Diversidades e Loucuras em Obras de Arte- um estudo em Arteterapia (ensaio, Ágora da Ilha, 2001),A palavra do menino e as abobrinhas 9 infanto-juvenilo, HP.Editora,2005), O chamado das musas.Pô-Ética Humana: o enigma do recheio- a arteterapia ao sabor da educação brasileira(pesquisa poética em arte e educação, Creadores Argentinos, 2008; Núncia Poética (poesias, Cbje,2010). Participa também das seguintes antologias: Os melhores poetas brasileiros Hoje/1985(Shogum Editora, 1985), III Encuentro Nacional de Narradores y Poetas - Unidos por las Letras!-2009-Bialet Massé (Córdoba, Argentina,2009), Poesia em Trânsito-Brasil/Argentina (La Luna Que, Buenos Aires, 2009, e 1º Antología Literaria Nacional e Internacional 2010 " Ser Voz en el Silencio, S.A.L.A.C. va.Carlos Paz, Córdoba-Argentina (Galia's, Editora Independiente,2010).

segunda-feira, 9 de maio de 2011

PROSA POÉTICA: ALMAS PERFUMADAS- ANA JÁCOMO- (The Blowers Daughter-Damien Rice)






ATENÇÃO!!!!






ALMAS PERFUMADAS


ANA CLÁUDIA SALDANHA JÁCOMO

(Para minha avó Edith)



Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas,pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Costumo dizer que algumas almas são perfumadas, porque acredito que os sentimentos também têm cheiro e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia. Minha avó era alguém assim. Ela perfumou muitas vidas com sua luz e suas cores. A minha, foi uma delas. E o perfume era tão gostoso, tão branco, tão delicado, que ela mudou de frasco, mas ele continua vivo no coração de tudo o que ela amou. E tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus, que, numa temporada, se vestiu de Edith, para me falar de amor.




Blog: http://anajacomo.blogspot.com

E-mail: anajacomo@terra.com.br
http://www.releituras.com/ne_acdjacomo_almas.asp


ANA CLÁUDIA SALDANHA JÁCOMO(1966): é carioca, formada em Jornalismo, funcionária pública, e absolutamente enamorada, desde criança, pelo exercício de escrever. O estilo predominante em seus textos é a prosa poética, a exemplo de “Almas Perfumadas”, que publicou, ainda inédito na internet, no Releituras, quando o site estava inaugurando o espaço para novos escritores. Na década de 90, participou com contos e crônicas das antologias "Hoje", "Agora" e "Já", resultantes do trabalho da Oficina Literária do poeta Cairo Trindade, a qual freqüentou por cerca de um ano. Em 2001, lançou um livro independente intitulado “Parto de Mim”, impresso na Fábrica de Livros da SENAI, com duas tiragens já esgotadas. Apaixonada por música, desde sempre, no finalzinho de 2006 começou também a percorrer o caminho da composição musical. Gosta de dizer que escrever é o seu trabalho mais lúdico. Seu jeito preferido de prece. Sua maneira predileta de levar o coração para pegar sol.







THE BLOWER'S DAUGHTER


DAMIEN RICE


And so it's
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it's
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...

And so it's
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it's
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...

Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind...
My mind... my mind...
'til I find somebody new




A FILHA DO VENTO

Composição: Damien Rice

(Tradução em Português)


E então é isso
como você disse que seria
A vida corre fácil pra mim
A maioria das vezes
E então é isso
A história mais curta
Sem amor, sem glória
Sem herói no céu dela

Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de Você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos...

E então é isso
Como você falou que deveria ser
Nós dois esqueceremos a brisa
A maioria das vezes
E então é isso
A água gelada
A filha do vento
A aluna rejeitada


Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos...

Eu disse que te detesto?
Eu disse que quero deixar
Tudo para trás?

Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Meus pensamentos...Meus pensamentos...
Até conhecer uma nova pessoa.



DAMIEN RICE(Celbridge, 7 de dezembro de 1973) é um cantor, instrumentista e compositor irlandês. Ex-integrante da banda Juniper. Embora com poucos álbuns gravados e sem fazer muitos shows por ano, tornou-se mundialmente conhecido com o sucesso "The Blower's Daughter" que integrou a trilha sonora do filme Closer, Filho de Maureen e George Rice, Damien Rice nasceu em 7 de dezembro de 1973, em Celbridge, no condado de Kildare, no interior Irlanda. Durante a infância, passava longo tempo ao ar livre, em companhia de seu cachorro de estimação e pescando. O contato com a música em casa não era grande, mas seu interesse por música sim.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

MOMENTO DISCENTE: ENTREVISTA AO POETA ANTÓNIO GONÇALVES (ANGOLA)



Foto: António Gonçalves (Angola)





“Poesia/ não se aprende/ na escola/ o poeta é/ a escola/ a escol(h) a/ do poeta/ é uma sacola/ sem pega/ que se apega/como cola/des colando/palavra da sacola/escola/que o poeta doa”




ENTREVISTA DE ALUNOS BRASILEIROS AO POETA DE ANGOLA ANTÓNIO GONÇALVES-ANGOLA



A PARTIR DE AULAS EM LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURAS EM LÍNGUA PORTUGUESA, DA PROFª. VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES-BRASIL-2008





1ª.) SAULO LUIS LIMA DA SILVA : Senhor António Gonçalves, qual foi o seu primeiro livro escrito? E por que o escreveu?

R: O meu primeiro livro escrito chama-se “Cenas que o museke conhece” e foi escrito em 1978. Todavia, só viria a ser publicado em 2003 em Cuba. Escrevi esta novela primeiro como tributo a um grupo de patriotas do bairro onde nasci em que também fez parte um irmão meu e por outro lado, como homenagem aos “Musekes” do meu país já que constituem laboratórios vivos de várias amostras da identidade cultural.

1ª.) SAULO LUIS LIMA DA SILVA : Senhor António Gonçalves, qual foi o seu primeiro livro escrito? E por que o escreveu?

R: Um pai gosta dos seus filhos de forma igual. Em determinados momentos identifico-me mais com algum poema mas tempo depois acabo por sentir o mesmo com outro poema e assim sucessivamente

3ª.) MARLON PEREIRA : Você gosta do que faz ou alguma vez pensou em desistir?

R: Gosto do que faço. Comecei a escrever poesia aos 13 ou 14 anos e escrevi a minha primeira novela aos 18 anos daí em diante sempre estive comprometido com a literatura directa ou indirectamente.



4ª.) SABRINA DE PAULA SIMÕES : Poeta, você gostaria de escrever livros para crianças ou adolescentes? Por quê?

R: Escrever para crianças creio que não tenho vocação mas para adolescentes talvez um dia possa tentá-lo.







5ª.) WEVERTON VIEIRA BORHER : Como se sentiu ao construir o seu primeiro poema ? E o que é escrever em língua portuguesa?

R: Os primeiros poemas que escrevi foram de inspiração religiosa. Na altura, frequentava a igreja católica do meu bairro, “Bairro Popular”, hoje “Neves Bendinha” em Luanda onde nasci. Naturalmente, senti-me muito emocionado e feliz. Escrever en língua portuguesa para mim tem sido um exercício interessante porque os autores africanos, sempre têm a influência de uma língua africana, correspondente às áreas geográficas onde nasceu. No meu caso sinto a influência da língua Kimbundu que fala a minha mãe.



6ª.) THULLYANA : Como você se situaria em relação a poesia em língua portuguesa no mundo contemporâneo? Por quê?

R: Não sou a pessoa ideal para responder a esta pergunta. De todos modos, na minha modesta opinião, como poeta contemporâneo tenho dado o meu contributo para o enriquecimento e divulgação da poesia de língua portuguesa. Vivendo sete anos em Cuba publiquei mais de cinco livros bilingues, Português-Espanhol e faço parte de várias antologias de poesia publicadas em Angola, Cuba e Brasil.




7ª.) MIDIAN MAIA DE FARIA : As pessoas lendo o seu poema ou ouvindo-os ficam felizes?

R: Sim


8ª.) PAULO VINICIUS FERNANDES RANGEL : Senhor(es) poeta(s), sua obra é inspirada no povo Angolano ou no Continente Africano?

R: A minha obra é inspirada no povo angolano. Acontece que Angola é um país africano, daí que a barreira entre o meu país e o continente, é demasiada estreita, ou talvez não exista .




9ª.) RAIANNY SOARES SIQUEIRA : Como aconteceu em sua vida o encantamento da poesia ?

R: Aconteceu de forma espontânea. Eu vivo frequentemente momentos de inspiração e a única forma de acalmar-me é descarregar o que sinto numa folha de papel. As causas da inspiração são de vária ordem e a meu ver não têm explicação científica.


10ª.) KEVIN DE MORAES BORHER : Fale-nos sobre o fazer poético de “Transparências”? Como foi construí-lo?

R: “Transparências” (Livro) é considerado pela crítica como sendo até o momento o livro de poesia mais acabado esteticamente e com melhor elaboração do ponto de vista temático. Antes de Transparências havia publicado em 1996 “Adobe vermelho da Terra”, e o livro a que nos referimos saiu ao lume em 2004. Passaram precisamente oito anos de muita leitura e exercitação. “Transparências” é uma construção de poemas isolados. Os grandes temas deste livro são: a reivindicação da paz e o fim da guerra em Angola e no mundo, a luta pela igualdade social, o desenvolvimento harmonioso do planeta, a luta pela afirmação do continente africano, entre outros temas sem esquecer o amor.



11ª) RAFAELA FACUNDO CASTRO : Você prefere fazer seus poemas quando está triste ou alegre?

R: Quando estou triste.



12ª.) RAYANE CARLOS CORTES : Como você descobriu o seu talento? A Escola influenciou-o ?

R: Descobri o meu talento de forma espontânea mas depois de escrever “Cenas” dei a ler ao meu professor de português e ele gostou do livro daí ter posto na minha mente que um dia seria escritor. Naturalmente a escola influenciou-me muito.


13ª.) NAYARA TERRA SOUZA : Qual foi o seu livro que mais fez sucesso?

R: Até ao momento creio ter sido “A linguagem dos pássaros e dos sonhos” que esgotou praticamente em seis meses. Foi editado em Cuba pela Editoria Arte e Literatura e foi impresso na Colombia.

14ª.) CRISTIANE CESÁRIO : Em que momento você descobriu que gostava de fazer poemas? E seus familiares gostaram da idéia de ser poeta?

R: Ganhei maior conciência sobre a poesia depois de tomar contacto com a Brigada Jovem de Literatutra de Luanda. Mas o engajamento militante só viria acontecer nos primeiros anos da década 90. Os meus familiares apoiaram a ideia de ser poeta.






15ª.) ALINE DA SILVA NASCIMENTO : O(s) Senhor (es) pensa(m) em fazer uma autobiografia?

R: De momento não tenho pensado em escrever uma autobiografia, talvez quando tenha maior idade o faça.


16ª.) LUAN ARAUJO DE SOUZA : Como foi sair pela primeira vez do seu país, principalmente, para falar os seus poemas ?

R: A primeira vez que sai do meu país foi para ir precisamente ao Brasil em Salvador de Bahia. Foi uma experiência interessante, adorei

17ª.) PAULO VINÍCIUS FERNANDES RANGEL : Qual de sua obra o marcou mais, a ponto de deixá-lo rodopiando de contente ?

R: Até ao momento um livro inédito que se chama “Renascer sem corpo”.



18ª.) JHÉSSICA THAYANE CHAGAS VIEIRA : Em seu ponto de vista, como está a poesia hoje em seu país? Existe uma Poesia Negra Contemporânea?

R: A poesia no meu país está estagnada. Depois da Geração dos Novíssimos onde faço parte já não surgem grandes talentos. Existe uma poesia angolana contemporânea. É possível que dentro dela continuem a existir poetas que defendam a negritude. Creio que enquanto existir discriminação contra o negro, haverá sempre uma poesia a denunciar essa situação

19ª.) ANA CAROLINE RODRIGUES B. DOS SANTOS : Para vocês poetas, qual a importância da poesia na formação de uma pessoa ? Por quê ?

R: A poesia pode influenciar na formação de uma pessoa pelo valor humanístico que a mesma defende e promove. A poesia possibilita ao ser humano aventurar-se em mundos onde a ciência ainda não consegue chegar ou explicar, esse é um dos grandes atributos da poesia. Porquê? Porque o ser humano existe para crescer espiritualmente e a poesia pode ser um meio para essa realização.



20ª.) SUELLEN GOTTGTROY ANTUNES : Poesia é uma forma de aprendizagem? Por quê?

R: A poesia é uma forma de aprendizagem e de crescimento individual, porque o exercício poético como acto isolado, é capaz de abrir a mente humana para estágios nunca antes sentidos, e isso gera na pessoa um crescimento mental, e por vezes também espiritual.


21ª.) RAYANE CARLOS CORTES : Como chegou ao ponto de publicar o primeiro livro? O caminho foi difícil ou fácil?

R: Tive a sorte de publicar o meu primeiro livro “Gemido de pedra”, enquanto funcionáro de uma cadeia hoteleira. Trabalhava então como Sub-director de um hotel em Luanda e o administrador da Empresa gentilmente patrocinou o primeiro e o meu segundo livro. Estou eternamente grato a essa pessoa de nacionalidade portuguesa.


22ª.) MARCOS JUNIOR NERI DE SOUZA : Como é a sua vida escrevendo poesia? E como é conceber entrevistas?

R: Eu faço uma vida normal como qualquer cidadão. O que passa é que os poetas sentem os problemas da sociedade de forma mais ardente que as pessoas que nao o sao. Dou poucas entrevistas, apenas quando creio ser nencessário ou quando publico um livro novo.



23ª.) ANDRÉ JUNIOR MONTEIRO BATISTA : Que poetas ou escritores influenciaram em sua carreira ? E o que você teria para dizer aos jovens poetas que iniciam?

R: Os poetas que influenciaram a minha carreira foram Agostinho Neto, Viriato da Cruz e António Jacinto de Angola. Do Caribe Nicolás Guillén, do Brasil Carlos Drummond de Andrade e de Portugal Fernando Pessoa. Como prosador fui influenciado por Jorge Amado, Dostoievski e Leon Tolstoi. Aos jovens poetas que iniciam devem ler bastante e não ter pressa em publicar. Fazer literatura é uma tentativa de aportar algo novo neste imenso edifício. Se não temos a certeza de que estamos a produzir alguma novidade será melhor continuar a trabalhar os textos.



24ª.) AMANDA PINHEIRO DO NASCIMENTO : Com quantos anos você descobriu que queria ser poeta ? E a quem você é agradecido?

R: Descobri que queria ser escritor depois de escrever a novela aos 18 anos. Decidi que seria poeta depois de publicar “Gemido de pedra” em 1994, tinha então 34 anos. Estou agradecido ao poeta angolano Lopito Feijoó que me emprestou vários livros sobre teoria literária incluindo números da revista de poesia “Dimensão” que se editou no Brasil por Guido Brilharinho.








25ª.) MICHELI DE FARIA : Que escritor ou poeta brasileiro atual, você admira ? Por quê?



R: Admiro o poeta brasileiro Thiago de Melo, autor dos “Estatutos do Homem”, pelo humanismo que transpira os seus textos.



Obs.: Desde já, o nosso muito obrigada!



*Cara professora.
Com muito gosto envio-lhe as respostas ao questionário que me enviou.
Carinhosamente,
Antonio Gonçalves
quarta-feira, 26 de novembro de 2008, 22:28:04






**ANTÓNIO GONÇALVES: nasceu aos 10 de Agosto de 1960 em Luanda (Angola). Estudou Gerência Hoteleira. Realizou estudos de Linguística no Instituto Superior de Ciências da Educação.
Exerceu funções como Diretor de unidades hoteleiras de Angola. Foi Secretário Geral da União de Escritores Angolanos (UEA). Atualmente é o Conselheiro Cultural da República de Angola em Cuba.
Tem publicado os seguintes livros: Gemido de pedra (Poesia-1994), Versos Libertinos (Poesia-1995), Adobe vermelho da terra (Poesia-1996), Buscando o Homem (Seleção de poemas-2000), A África que observo com os dedos (Poema postal-2002), Cenas que o museke conhece (Novela-2003), Transparências (Poesia-2004), A linguagem dos pássaros e dos sonhos (Seleção de poemas de amor-2005), As vozes do caminho (Poesia-2005). A Quinta Estação do Tempo.
Proferiu várias conferências sobre cultura, arte e política, das quais algumas já estão publicadas em jornais e revistas de Angola e de Cuba.
É co-autor do plaquet bilingue Português-Francês, “Cacimbo 2000”, com os poetas angolanos Amélia da Lomba, João Maimona e com o poeta francês Emmanuel Tugni. Faz parte, com mais 41 poetas de Angola, da “Antologia do Mar na Poesia Africana de Língua Portuguesa do Século XX”, organizada pela investigadora brasileira Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco. O Sétimo Caminho (Poesia-2006)

sábado, 30 de abril de 2011

POESIA: UM OLHAR A MAIS... - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Foto: Praia de Carilo (Argentina)






UM OLHAR A MAIS...





VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)




e essa música preenchendo todo o espaço, até que
seu jeito e um olhar a mais, porque é Sábato
e nos propõe o Informe sobre cegos
como uma oferenda
de cíclopes
a vereda se mostra propícia a luz, e
à luz
de uma cantata em que o amor
é a essência
se confraterniza com Tolstoi, e
apenas
nos brinda com um olhar a mais...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

ATENÇÃO: GALIZA CO GALEGO ACTO PÚBLICO A PROL DA EDUCACIÓN EN GALEGO O VERNES 29 DE ABRIL NA CASA GALEGA DA CULTURA EN VIGO (ESPANHA)



Foto: Bandeira da Espanha







Foto: Bandeira de Vigo (Espanha0




Foto: Escudo de Vigo (Espanha)






Foto: Ria en Vigo (Espanha0



GALIZA CO GALEGO ACTO PÚBLICO A PROL DA EDUCACIÓN EN GALEGO O VERNES 29 DE ABRIL NA CASA GALEGA DA CULTURA EN VIGO




A Comisión Promotora Galiza co Galego, en colaboración coa plataforma Prolingua, invítao a participar no acto público a prol da educación en galego que terá lugar o venres 29 de abril, en horario de 20:00 a 21:30 horas, na Casa Galega da Cultura situada na Praza da Princesa do Concello de Vigo.

Programa:

Presentación a cargo de dona Iolanda Veloso Ríos, concelleira da Área de Xuventude, Igualdade e Normalización Lingüística do Concello de Vigo.

Relatorios:

“Razóns para educar en Galego”.
Relatorio a cargo de D. Manuel Bragado Rodríguez, licenciado en Ciencias da Educación, mestre de educación infantil e primaria, ex presidente da asociación pedagóxica Nova Escola Galega e director xeral de Edicións Xerais de Galicia.

“Linguas minorizadas europeas en proceso de normalización”.
Relatorio a cargo de D. Xosé-Henrique Costas González, lingüista, director de Normalización Lingüística e vicerreitor de Extensión Universitaria da Universidade de Vigo.

“Construíndo futuro; escolas en galego”.
Relatorio a cargo da Comisión Galiza co Galego, con información sobre o traballo desenvolvido cara a facer efectivo o noso dereito á educación en galego.

Grazas ao apoio das/os nosas/os socias/os e dos preto de 3.000 compromisos acadados do movemento popular de Galiza co Galego, podemos realizar actos divulgativos como este.

Agradeceriamos a súa asistencia a este acto, así como a divulgación deste comunicado.


O presidente.
Francisco X. López (de Limiar)

Mais información en:

http://limiargalego.blogspot.com/
Apoio económico, participación e afiliación en:
http://limiargalego.blogspot.com/p/afiliacion-cgg.html
Contactos: comisiongalizacogalego@gmail.com Telf: 629891145

Situación do lugar do acto: Casa Galega da Cultura
Enderezo: Praza da Princesa, 2, 36202 Vigo
Coordenadas de localización conforme Google Earth:
42º 14' 18.68” N / 8º 43' 32.21” O




*VIGO:

Vigo - está situado em um paraíso natural. Localizado na foz do rio que dá o seu nome e está rodeado por belíssimas praias. É a maior cidade da Galiza, com uma população de aproximadamente 300.000. A oferta da cidade é muito ampla: desportos aquáticos, shows de rock, o mercado de Peter, as Ilhas Ciés ... Em geral, devido à sua localização e tamanho, Vigo é uma cidade muito atraente como destino turístico.

Tem uma longa história. Desde as suas origens celtas e assentamento romano até ao objecto militar para os gostos de Francis Drake, Napoleão e impérios como o turco.

Hoje é uma cidade próspera, fortemente industrial, com actividades tão importantes como a pesca, na zona franca, a indústria automóvel, a pedra e a construção naval.

Como paraíso natural é inevitável visitar as Ilhas Ciés, pertencente ao Parque Nacional das Ilhas Atlânticas, a praia de Samil ou na baía de San Simón. Na cidade pode passear pela cidade velha, visitar o mercado de A Pedra e a Catedral de Santa Maria. O Museu de Arte Contemporânea, Marco, e o Museu do Mar de Galicia. O Monte de O Castro se encontra no centro da cidade e da Porta do Sol, Ponte de Rande, que cruza o rio de um lado para o outro, é um emblema da cidade e oferece uma vista maravilhosa.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

CONTO: A MULHER QUE DESCOSTUROU O CONGRESSO NACIONAL - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Foto: O Chamado das Musas- óleo/acrílico s/tela, Vanda Lúcia da Costa Salles




A MULHER QUE DESCOSTUROU O CONGRESSO NACIONAL


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)





A forma do bordado tecia....
Caminhava ao longo da praia e focava o infinito, na vertical.
A profunda ressaca parecia insurgir-se contra tudo e todos em seu caminho devorador para depois arrebentar-se toda de gosto nas encostas dos enormes paredões, na orla das pedras das tartarugas e transformar-se em branquíssimas espumas que se infiltravam na areia banhando as desovas ou entre as algas dos rochedos impenetráveis.
Ousada, a mulher única, teimava em escrever e ler, ali, destemida no traço.
O caxarelo e sua amada cria vinham mansamente aprender com ela a ouvir e ver estrelas aquietadas por entre os corais emocionados.
Os de bicudos chapéus diziam que essa mulher lia para os peixes, porque uma ternura imensa acompanhava-a no dia e na flexibilidade do instante, quando – entre o breve e o infinito -, ela havia devorado o congresso nacional. Descosturando toda a sensatez do politicamente correto.
Primeiro, desfiou a urdidura. Depois, uma por uma, a trama. Destecendo a linha, fio por fio. Remodelou-o. Como boa tecelã, colocou em alto relevo o patrimônio histórico ambiental e enfatizou a cultura. Do folclórico, um brilho a mais. A língua brilhante em sua forma, e em sua mais variada literatura, infinitamente lusófona.
Redesenhou o conjunto de rios, a magnífica vegetação em todos os seus matizes de verde calculados cuidadosamente, um a um, nas diferentes panelas de seu ateliê.
Bordou no sisal com angico, urucum e o açoita-cavalo, todas as cores necessárias para acentuar os minérios, as montanhas, as praias, os animais existentes e imagináveis. Um boitatá surgiu descomunal, com toda a sua força, paciência e profundidade das fiadas dum azul-escuro, entremeado de roxo e branco zinco. Desse branco, tão neutro, mas desejando harmonia em seu fulgor, entremeou-se um amarelo em todos os seus matizes. Um sol brotou, acima. Dois batuíras, alguns socós, belas piaçocas, vários irerês, surucuás-de-barriga-amarela e uns tantos martim-pescador sob um céu indescritível.
Riscado no vermelho das linhas e dos traçados amarelecidos de um devaneio lilás brotado num cipó-de-ouro, em maracujás-da-praia, uma família de tiziu estabelecia em uníssono o canto geral. Um João-de-barro a porta da casa descobria da argila seca. Bicando em revoadas o barro. Liberto de seus medos trabalhava
firme e feliz.
A vitória-régia estampava-se imperiosa. No fundo das águas profundas, um jovem pescador brincava com Kisimbi e seus cântaros, formadores das águas doces das cachoeiras e dos rios, do mundo. Perfumada, a flor de maracujá exalava-se dando nua. O cheiro insurgia-se no ar, os poros da pele latejavam-se em desejos
lasos.
Um pouco mais acima, Agorréia – a serpente sagrada-, com toda a sua divina graça e seu colorido real, seduzia Angarô, o pai arco-íris. Virado estava em seus
devaneios.


( In. Universo Secreto ( Entre o Abismo e a Montanha), Vanda Lúcia da Costa Salles)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

MOMENTO DISCENTE: VIVA O BOI-BUMBÁ : LIVRO E MEU AUTOR PESQUISADO - YGOR NOGUEIRA (BRASIL)*



Foto: Rogério Andrade Barbosa (Brasil)





O LIVRO E MEU AUTOR PESQUISADO





O nome do livro que eu li é VIVA O BOI-BUMBÁ, de Rogério Andrade Barbosa, um talentoso escritor contemporâneo de literatura infanto-juvenil A ilustradora é a Graça Lima, que também é muito talentosa.
Eu gostei muito de participar dessa roda de leitura, porque aprendi inúmeras outras coisas sobre leitura e escrita ,mas também sobre escritores do nosso país.




*ROGÉRIO ANDRADE BARBOSA,Professor, ex-voluntário das Nações Unidas na Guiné-Bissau, África, graduou-se em Letras pela UFF e fez pós-graduação em Literatura Infantil Brasileira na UFRJ.

Trabalha na área de Literatura Afro-Brasileira e em programas de incentivo à leitura, proferindo palestras e ministrando cursos - além de viajar pelo Brasil afora nas asas do projeto Proler, da Fundação Biblioteca Nacional.

Em 1994, participou como autor convidado e contador de histórias das feiras do livro de Frankfurt (Alemanha) e de Guadalajara (México). Em 1995, do II Encontro Iberoamericano de Literatura para crianças e jovens, em Havana (Cuba). Em 2000, do 27º Congresso do IBBY, em Cartagena (Colômbia). Em 2001, da feira de livros de Bolonha (Itália) e de Guadalajara (México). Em 2002, do 28º Congresso do IBBY, em Basel (Suíça). Autor indicado para a lista de honra do IBBY de 2002.

Atualmente, é membro do conselho consultivo da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e presidente da AEI-LIJ (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil).

É autor de mais de trinta livros, publicados no Brasil e no exterior, entre eles: A vingança do falcão, Rômulo e Júlia: os caras-pintadas, Os segredos da múmia do gelo, A maldição das inscrições na Pedra da Gávea, O perigo mora nas ruas, Mapinguari: o devorador de cabeças.




**GRAÇA LIMA: É carioca, formada em Comunicação Visual pela Escola de Belas Artes da UFRJ, fez o Mestrado na PUC-RJ. Ganhou vários prêmios com seu trabalho, entre eles os da FNLIJ Prêmio Luis Jardim, Prêmio Malba Tahan, Prêmio O Melhor para o Jovem e muitos Altamente Recomendável. Foi indicada entre as finalistas para o prêmio Jabuti muitas vezes e recebeu em 82, 84 e 2003 este prêmio na categoria de ilustração. Fora do Brasil recebeu 4 vezes a Menção White Ravens da Biblioteca de Munique na Alemanha. Alguns de seus trabalhos já viajaram por outros países e foram publicados em catálogos Internacionais como o Catálogo de Ilustradores da Feira de Barcelona, na Espanha; o da Feira de Frankfurt na Alemanha, o Catálogo da Feira da Brastslávia e o Catálogo Brazil a Bright Blend of Colours feito pela FNLIJ para divulgar o trabalho dos ilustradores brasileiros. Atualmente é professora de Metedologia Visual na Escola de Belas Artes da UFRJ.



(Trabalho desenvolvido em Leitura e Escrita e Jogos de Linguagem, nas aulas de Português, da Professora Vanda Lúcia da Costa Salles )

terça-feira, 12 de abril de 2011

MOMENTO DISCENTE: MEU AUTOR E LIVRO EM PESQUISA - VANESSA RIBEIRO FONTES (BRASIL)*



Foto: Arthur Azevedo (Brasil)


O MEU AUTOR E LIVRO EM PESQUISA


VANESSA RIBEIRO FONTES (BRASIL)


O meu autor pesquisado é Arthur Azevedo e o livro lido e apresentado na roda de leitura é Em Família- Plebicito. Reeditado no Rio de Janeiro, pela Nova Fronteira, em 2002.
Arthur Zevedo nasceu em 1855, em São Luis, no Maranhão. Musou-se para o Rio de Janeiro, dirigiu jornais e revistas, teatros. Escreveu poemas e peças teatrais. Lutou pela Abolição dos Escravos.
Eu gostei desse livro porque, além de me passar uma informação sobre o que é plebicito, eu conheci um grande autor brasileiro que dignificou a Língua Portuguesa.
Este livro fala sobre uma família com três filhos e um deles pergunta ao pai o que é plebicito, só que o pai não sabia,mas não queria dizer que não tinha esse conhecimento. Daí ele se trancou no quarto onde tinha um dicionário, depois de muito tempo e lê-lo, saiu e disse que plebicito é uma lei romana que leva o problema ao povo para que ele dê a solução.


* Em aula de Leitura e Escrita; Jogos de Linguagem




* * Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo nasceu em 7 de julho de 1855, em São Luís - MA e faleceu em 22 de outubro de 1908, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de David Gonçalves de Azevedo, vice-cônsul de Portugal em São Luís, e Emília Amália Pinto de Magalhães.Era irmão mais velho do escritor Aluísio Azevedo, autor de "O Cortiço" e "O Mulato". Artur de Azevedo, prosseguindo a obra de Martins Pena, consolidou a comédia de costumes brasileira, sendo no país o principal autor do Teatro de revista, em sua primeira fase. Sua atividade jornalística foi intensa, devendo-se a ele a publicação de uma série de revistas, especializadas, além da fundação de alguns jornais cariocas.
( In: Wikpedia)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

POESIA: O PORQUÊ - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)*




Foto: Pintura- trabalho coletivo de alunos do fundamental, em técnica arteterapêutica, com a professora Vanda Lúcia da Costa Salles (Brasil)




O PORQUÊ

Aos adeptos da utopia...


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)


Estamos em luto. Pesado luto.
As palavras escorregam para depois emudecerem
como quiabo tropeçando em sua baba
que nunca agrada a ninguém
A imaginação fértil não se explica
Não se explica também o entrave emocional
e nem essa tragédia
na escola pública brasileira
que já era em si
anunciada,
mas ninguém queria enxergar


Dentro da sala de aula, nas mãos trago
sonhos inacabados,
três pilot regarregáveis descarregados
(sou da língua portuguesa- não sei se isso explica)
nas cores azul vermelho e preto
E vivo esperando o final do mês para que
alguém possa,
com educação na Educação,
recarregá-los,
porque o meu salário no final do mês,
não comporta mais pagá-los.


Vivo cansada do politicamente correto
e desconfio
das malversações das verbas públicas
(principalmente, na Saúde e na Educação),
por isso tenho medo,
enlouquecido medo,
de que já não consiga mais ler
porque
tentei, tento e não consigo
nem registrar direito no INPI,
àquilo que é de meu direito.
Em meu país,
às vezes sinto,
que o cidadão e a criatividade
estão sendo varridos para debaixo do tapete.


Nesse momento,
não consigo conter as lágrimas
e nem quero contê-las.
Sei que sou somente mais uma professora enlouquecida na impotência
que se refugia
no espaço aberto,
da linguagem.

domingo, 27 de março de 2011

POESIA: PESCADORES - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)*



Foto: Colônia de Pesca, no Gradim-São Gonçalo-RJ



PESCADORES


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



com mãos calejadas jogam as redes,
enredam os peixes,
e eles sorriem como meninos
quando olham o mar e as ondas se fazem além


como o infinito
os pés marcam a areia,
a lama,
a trama,
o fio de nylon,
um naco de pão,
o limão e a laranja
no trago da cachaça
um cheiro de maresia não exprime as incertezas
e nem a destreza
das gambiarras



na água os barcos,
a maré tá cheia
e os pescadores lançam-se ao mar



Em rápidas preces,
o que quer que seja,
assim será... Se a glória é estar no mar!









*VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES: nasceu em Italva, interior do Rio de Janeiro, Brasil, em 25 de abril de 1956. É escritora, poeta, ensaísta, artista plástica, tradutora e conferencista.Graduada em Letras/Português-literaturas, pela UERJ/FFP;Pós-Graduada em Literatura Infanto-Juvenil pela UFF;e em Arteterapia na Saúde e na Educação pela pela UCAM.Catedrática de Literatura do Museu Belgrano(Argentina), ortogada pelo Fundador e Diretor Dr. Ricardo Vitiritti; Diretora Internacional do Taller Artístico Alas Rotas-Alitas de América, nomeada pela Fundadora e Diretora Geral do T.A.A.R., em Argentina Srª Silvia Aida Catalán; Fundadora e Diretora do ENLACE MPME MUSEU PÓS-MODERNO DE EDUCAÇÃO.

Publicou: No tempo distraído (narrativas, Ágora da Ilha,2001),Diversidades e Loucuras em Obras de Arte- um estudo em Arteterapia (ensaio, Ágora da Ilha, 2001),A palavra do menino e as abobrinhas ( infanto-juvenil), HP.Editora,2005), O chamado das musas.Pô-Ética Humana: o enigma do recheio- a arteterapia ao sabor da educação brasileira(pesquisa poética em arte e educação, Creadores Argentinos, 2008; Núncia Poética (poesias, Cbje,2010). Participa também das seguintes antologias: Os melhores poetas brasileiros Hoje/1985(Shogum Editora, 1985), III Encuentro Nacional de Narradores y Poetas - Unidos por las Letras!-2009-Bialet Massé (Córdoba, Argentina,2009), Poesia em Trânsito-Brasil/Argentina (La Luna Que, Buenos Aires, 2009, e 1º Antología Literaria Nacional e Internacional 2010 " Ser Voz en el Silencio, S.A.L.A.C. va.Carlos Paz, Córdoba-Argentina (Galia's, Editora Independiente,2010.

quinta-feira, 24 de março de 2011

HOMENAGEM: SE GIACOMETTI ESTIVESSE JUNTO-HENRIK NORDBRANDT (DINAMARCA)*



Foto: Bandeira da Dinamarca




FotO: NORDBRANDT (Dinamarca)




GIACOMETTI HAVDE VÆRET MED


HENRIK NORDBRANDT (DINAMARCA)


Alting har sin grænse, siger man.
Jeg står hver dag ved en ny
og kommer dermed til at tænke
på uendeligheden, dette
verdens mærkeligste ord
fordi kun sproget fatter det
i sproget selv, så nok en grænse
hermed er sat.
Den er tydelig, om end
som sin baggrund, farveløs
som sorgen
der har fortæret alle farver
så deres fravær
træder desto tydeligere frem.
Dette billede kan derfor hedde
‘Den blå ørken’ og få plads
på bagsiden af sig selv
i det næste rum
så meningen med disse ord
bliver sand.
Er alt så kommet med?
Som det går, medbringer jeg
nu kun mine lommers indhold.
Så måske kan det, der mangler
kun være en statue
af mig selv.
Den skal være ufatteligt høj
og af jern, i anden person ental.




SE GIACOMETTI ESTIVESSE JUNTO

HENRIK NORDBRANDT (DINAMARCA)


Tradução: Vanda Lúcia da Costa Salles (Brasil)


Tudo tem seu limite, as pessoas dizem.
Cada dia eu fico em uma nova
e assim penso
sobre o infinito, esta
estranha palavra no mundo
porque a linguagem que contém apenas isto
dentro de sua própria língua, então
o limite é assim definido.
É evidente, porém
como pano de fundo incolor
como a aflição
que consumiu todas as cores
assim a sua ausência
destaca-se tudo às claras.
A imagem pode ser chamada
O deserto azul e colocado
do outro lado de si mesmo
na sala ao lado
o significado mais profundo dessas palavras
torna-se verdade.
Tudo veio comigo?
Como se eu trouxesse apenas
o conteúdo dos meus bolsos.
Assim, talvez o que esteja faltando
poderia ser uma estátua
de mim mesmo.
Seria inacreditavelmente alta
e feita de ferro, na segunda pessoa do singular.



PESADELO

HENRIK NORDBRANDT (DINAMARCA)

Tradução: Vanda Lúcia da Costa Salles (Brasil)


Uma nuvem cinza passou em frente ao sol
abaixando o lado montês
para uma toca de inverno
para meu amor
e o amante dela.

Uma ponte estrondeou em baixo de meus pés
mas meus passos
estava sem direção.

Era da mesma maneira que longe pela ponte
como eu tinha vindo de minha infância.

Assim morte teve que ser achada
em algum lugar entre eu e os salgueiros cinzentos
no banco oposto.

Tudo durou menos que um minuto
mas o resto do mundo.






*HENRIK NORDBRANDT : nasceu em 21 de março de 1945, na Dinamarca. É poeta, novelista e ensaísta.

Publicou:

Digte (1966)
Miniaturer (1967)
Syvsoverne (1969)
Omgivelser (1972)
Opbrud og ankomster (1974)
Ode til blæksprutten og andre kærlighedsdigte (1975)
Glas (1976)
Istid (1977)
Guds hus (1977)
Breve fra en ottoman (1978)
Rosen fra Lesbos (1979)
Spogelselege (1979)
Forsvar for vinden under doren (1980)
Armenia (1982)
84 digte (1984)
Armenia (1984)
Violinbyggernes by (1985)
Håndens skælven i november (1986)
Vandspejlet (1989)
Glemmesteder (1991)
Stovets tyngde (1992)
Ormene ved himlens port (1995)
Egne digte (2000)

(in:http://denmark.poetryinternationalweb.org/piw_cms/cms/cms_module/index.php?obj_id=432)

sexta-feira, 18 de março de 2011

HOMENAGEM: OIGO TU CUERPO- CORAL BRACHO ( MÉXICO)*


Foto: Bandeira do México





Foto: Coral Bracho




OIGO TU CUERPO


CORAL BRACHO (MÉXICO)*

Oigo tu cuerpo con la avidez abrevada
y tranquila de quien se impregna
(de quien emerge,
de quien se extiende saturado, recorrido de esperma)
en la humedad cifrada (suave oráculo espeso; templo)
en los limos, embalses tibios, deltas, de su origen;
bebo (tus raíces abiertas y penetrables;
en tus costas lascivas -cieno brillante- landas)
los designios musgosos,
tus savias densas (parvas de lianas ebrias)
Huelo en tus bordes profundos,
expectantes, las brasas, en tus selvas untuosas, las vertientes.
Oigo (tu semen táctil) los veneros, las larvas; (ábside fértil)
Toco en tus ciénegas vivas, en tus lamas: los rastros en tu fragua envolvente;
los indicios (Abro a tus muslos ungidos, rezumantes; escanciados de luz)
Oigo en tus légamos agrios, a tu orilla: los palpos,
los augurios -siglas inmersas; blastos-.
En tus atrios: las huellas vítreas,
las libaciones (glebas fecundas), los hervideros.



*CORAL BRACHO : nació en la Ciudad de México el 22 de mayo de 1951. Es una escritora y traductora mexicana.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

ATENÇÃO: POESÍA Y ALGO MÁS... POR MARIA ELENA SANCHO (ARGENTINA)

Escúchalos por la onda amiga de ArInfo
(sólo por Internet)
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Tel: + 54 11 4342-1153



En vivo
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durante la semana
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Poesía Y Algo Más
con
MARIA ELENA SANCHO

VOSSS,VOCE,TU

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Ciudad de Buenos Aires
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entre otros.



Vamos prestigiar esse magnífico programa, conduzido e dirigido

pela Poeta, Artista Visual e Escritora,
Maria Elena Sancho que nos fará viver momentos
de ternura e amor, nas letras e vozes dos
poetas desse imenso mundo virtual.

Poetas amigos, vejam abaixo, o convite feito pela Maria Elena para que participem do seu programa, enviando-lhe seus poemas por e-mail ou gravado em mp3 ou wav com um tempo de até 3 minutos.
áudios a: poesiayalgomas@gmail.com
textos a: mariaelenasancho@fibertel.com.ar







continúo con:
LETRAS DEL ALMA
POESÍAS DEL MUNDO



de 20 a 21hs


Para calcular tú horario haz click en el link:
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escúchalos por la onda amiga de ArInfo
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leerán sus poemas y los de otros poetas
argentinos y del mundo, a saber:



ARGENTINA
Alícia González, Alejandro Laurenza, Alejandro Insaurralde,
Alfonsina Pais, Ana Guillot, Alba Estrella Gutierrez,
Ana Maria Fernando, Ana Maria Sanchis, Analia Ferrari,
Anandi, Andrea Victoria Álvarez, Augusto Enrique Rufino,
Beatriz Cid, Beatriz Martinelli, Belquis Bares, Carlos Andino,
Caruno, Celia Saia-Tangos-Cristina Castello, Cristina Montero,
Daniel Alejandro Gómez, Daniel Vileta, Darcy Tortonese,
David Pitufo Ros-Rock- Dardo Noguera-Folclore-Eduardo Lanza, Elías Galati, Elizabeth Auster, Elizabeth Carpi,
Elvira Guadalupe Medina, Emilse Strucchi, Fernando Sanchez zinny,
Francisco Jose Malvarez, Gladys López Pianesi,
Laly Zayas - Tormenta-Argentina,Graciela Licciardi,
Graciela Maria Casartelli, Graciela Zolezzi,
Irene Marks, Iris Cadelago, Isabel Corrao Santos, Isabel Krisch, , Jose Sancho-Tangos-, Juan Bonforti, Juan Carlos Maidana,

Juan Coronel Maldonado,

Julia Ivanoff, Julia Lascano, Leonor Farias, Libia Carciofetti,

Liliana Escanese, Liliana Diaz Mindurry,Liliana Siracusano,
Lucrécia Américo, Luis Benitez, Mabel Bellante,
Maria Cristina Azcona, Maria Cristina Valle, María M. González,
Maria Eugenia Nebbia, Mario Capasso,

Marion Berguenfeld, Margarita Serafini, Margot Palo Oliver, Marta Castagnino,

Marta Valiente, Miguel Angel de Boer, Miguel Ferreira,

Miriam Fuentes, Mirta Cevasco,
Mirta Monllau Carlos D. Laurans, Mirta Narosky,
Mirta Roncarolo, Nori Brunori, Norma Etcheverry,

Norma Marchetti, Norma Reguera, Norma Segades,

Orlando Valdez, Oscar Vicente Conde, Pablo De Biaggio, Patricia Bence Castilla,
Patricia Serra, Poeta Maidana, Pura Eugenia Presas,
Ricardo Juan Benitez, Rafaela Pinto,
Rolando Revagliatti, Rosa María Sobrón, Sebastián Jorgi, Simón Esain,
Soledad Arrieta, Sonia Gloria Figueras,

SiLvIa AiDa CaTaLáN, Silvia Long-ohni,
Silvia Loustau, Silvia Gers, Stella Maris Taboro, Sandra Cruz, Susana Cerutti, Susana Roberts,

Tonny Riccardi. -Melodicos-Veronica, Veronica Basualdo, Victoria Servidio,Virginia Faiad
Viviana Barrionuevo, Viviana Scaliza.cantante ex blaca blus



AUSTRALIA
Monik Matchornicova



BOLÍVIA
Edmundo Torrejon Jurado
Jaime Martínez Salguero
Patricia Collazos Bascopé



BRASIL
Aisha-Jundiaí-São Paulo, Ana Freitas-Mystika-Recife,
Antonio Paiva, Astir Carr, Caritas Souzza,

Cecilia Almeida, Cecilia Montes,
Célia Jardim, Celito Medeiros, Cleide Canton, Dilercy Adler (São Luís/Maranhão), Domingo Savio, Elane Tomich,
Eliane Couto Triska, Hilma Ranauro - Niterói (Rio de Janeiro),
Ines Pereira Esteves, José Carlos Lopes "Poeta Londrino",
Jose Geraldo Neres, Liria Porto, Lúcia-Lms, Maira Vicenzy Knop,
Marcos Sergio T. Lopes, Maria da Luz,
Maria Inez Fontes Ricco (Mifori), Maria Madalena Gomes,
Mariano Da Rosa, Marinês Bonacina, Marlene Vieira Aragão,
Nancilia Pereira,
Naida Terra, Neide Hanf, Neyde Noronha-Niterói (Rio de Janeiro),
Otto Bräutigam, Paulo Monti,
Rogério Martins Simões,
Rosa Regis, Rose de Castro, Rubens Jardim,
Samuel Freitas, Sandra Ravanini, Sergina Boa Morte,

Sergio Holtz, Suzette Rizzo,
Tere Penhabe, Vanda Lúcia Da Costa Salles, Valéria Nogueira Eik,
Vania de Castro, Vera de Castro, Vera Jarude, Vera Hernandez.



CHILE
Ana Luisa Valenzuela Retamal,
Carolina Gónzalez Velásquez, Gonzalo Alberto Orellana
Gonzalo Allende, Hector Torres, Ingrid Elizabeth Odgers Toloza,
Jacqueline Lagos Maragaños
Javier Soto Cardenas, Julia Maria Ortiz Morales, Juan Benavente,
Lucy Ortiz, Luis Alberto Gonzalez Viera, Maria del Pilar Tello,
Palmira Burgos, Patricio Armando Sànchez,
Silvia Loreto, Soledad Lanas Varela, Teresa de Jesús.



COLOMBIA
Alexandra Andre Guzman
Dario Cabrera
Giovanni Quessep
Eliana Maria Maldonado
Maria del Pilar Casas Luque
María Elena Solano

Sandra Pañuela



COSTA RICA
Eliseo Valverde Monge



CUBA
Anthony Freitas, Edel Morales, Luis Manuel Pérez Boitel,
María Eugenia Caseiro(residente en EEUU),
Miguel Crispin Sotomayor, Ricardo Diaz Gallego,
Roberto B. Rosado Rodriguez(residente en EEUU),
Tito Alvarado(residente en Canadá)
Xiomara Pages(residente en EEUU).



ECUADOR
Carlos A. Barahona
Marietta Cuesta Rodriguez
Simón Zavala Guzman



EE.UU
Carlos Dzur - California
Cristina Olivera Chavez
Juan Carlos Vasquez
Martha Pardino
Marylin Reyes-The Cove-
Miguelon



ESPAÑA
Aurora Martin Martin de Argenta, Carmen Roiz,
Chema Rubio, Daniel Alejandro Gómez, Daniel de Culla,
Fernando Bellido Pelegrina, Fernando Sabido Sánchez,
Hector Rosales, Jaime Fernandez Bartolome, Jesus,
Jesús Amaya Vigil, Joaquin Sarrion Larrey, Josefina Algar Aranda,
Juan Pedro Cerrato, Mónica López Bordón,
Nicolás López Dallara,
Pablo Fuentes, Queta Oliver, Rosario Sabariego Gomez,
Salvador Navarro Zamorano-Mallorca-, Silvia Ochoa Ayensa,
Teresa López Díaz, Xuanxo Bardibia - Andalucía.



FRANCIA
Carlos Imas
Patricio Armando Sànchez



GUATEMALA
Enrique Fabian de la Cerda Ruiz
Enrique Godoy Durán
Victor Manuel F. Rodriguez



HONDURAS
Waldina (Mejía) Medina





ITALIA
Silvia Favaretto.Alessandro Moschini



LONDRES
Omar García-Obregón
Poeta Londrino



MEXICO
Alberto Guzmán, Antonio Leal, Carlos Reyes Avila,
Ing. Leopoldo Peña del Bosque, Irza Ziccil Flickkinger,
Isabel Cristina Murrieta López, Lady López Zepeda,
Laura Herandez Munoz, Magali Sauceda,
Maria Elena Espinosa Mata, Maria Eugenia Soberanis.



MIAMI
Soledad Robles


NICARAGUA
Maria Elena Zuniga



PARAGUAY
Delfina Acosta.



PERU
Alex Alfredo Valenzuela Romero, Bethoven Medina,
Erick Strada, Gillen Padilla, Iris Girón Riveros,
Jack Farfán Cedrón, Javier Moro, Joan Viva, Juan Benavente,Ines del Puente Spiers(skorpiona)
Julia del Prado, Julio Acosta, Luis Ernesto Chacon Degado,
Maria del Pilar Barron Tello, Martiza Luza,
Paco Oswaldo Yarleque, Paul Torres, Pedro E. Payac Ojeda,
William Gonzalez Perez, William Guillen Padilla.



PORTUGAL
Antonio Paiva, Carmo Vasconcelos, Eugénio de Sá,
Isabel Fontes, Joaquim Evónio, "Lobinho" (9 anos),
Maria Victoria Afonso, Nenúfar,
Susana Custódio, Suzette Duarte,
Victor Figueiredo, Zé Albano.



PUERTO RICO
carmen Amaralis Vega Olivencia
Enrique Agramonte Robles
Leticia Ruiz
Vicente Rodriguez Nietzsche.



ROMENIA
Flavia Cosma.



SANTO DOMINGO
Ana Hilda García.



SUECIA-ESTOCOLMO
Javier Claure.



URUGUAY
Sylvia Riestra.



VENEZUELA
Bernardo Arias, Carlos E. Sanchez, J. C. Vasquez,
Luis Gilberto Caraballo, Maria Cristina Solache,
Milagro Haack, Noris Roberts.





SE RUEGA DIFUNDIR - MUCHAS GRACIAS

Envía ya tu poema por e-mail,
escrito o en mp3 a:
mariaelenasancho@fibertel.com.ar
o a poesiayalgomas@gmail.com
con tu nombre, ciudad y país al que perteneces

y el mismo será leído en el programa a la brevedad.



Poesía Y Algo Más...
Maria Elena Sancho 2010

sábado, 15 de janeiro de 2011

POESIA: SE TE AMO, TE AMO... - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)




SE TE AMO, TE AMO...


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Estas palavras pouco confirmam,
porque nem sempre sei falar de amor
Amo-te e se te amo, te amo.


Na boca, a minha língua singra mares & continentes
aporta o que de beleza aflora
E sabedora confirma:
Te amo,e se te amo, te amo!


Nela comporta noites estreladas e dias calorosos,
mas também chuvas frias de janeiro tempestuoso
com agogôs, bandolins, fados, carnavais
e este choro lento
que nem explica a nossa força laborosa.
Mas no silêncio expresso e em piscadela:
Te amo, e se te amo, te amo!


Longe de casa, da terra amada -
deslumbrante carmim -
No amante peito saudade alude:
Te amo, e se te amo, te amo!



Lanço-te a pena e com esta pena escrevo voo
numa amplitude mais que altaneira,
beijo-te nas horas,e
no mesmo tom,
saudade espanto!