quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

HOMENAGEM: ÉTICA - LUÍS QUINTAIS (ANGOLA/PORTUGAL)*



Foto: O poeta Luís Quintais (Portugal)


Ética

LUÍS QUINTAIS


Vou falhando as pequenas coisas
que me são solicitadas.
Sentindo que as ciladas
se acumulam cada vez que falo.
Preferi hoje o silêncio.
A ausência de equívocos
não é partilhável.
No inegociável deste dia,
destituo-me de palavras.
O silêncio não se recomenda.
Deixa-nos demasiado sós,
visitados pelo pensamento.


(in «Lamento»,de Luís Quintais, 1999)


* LUÍS QUINTAIS: nasceu em 1968 em Angola. É antropólogo social de profissão, leccionando presentemente no Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra. Nesta qualidade, desenvolveu investigação de arquivo e de terreno sobre o exercício e as implicações públicas e forenses da psiquiatria. Trabalha actualmente sobre as relações entre arte, ciência e cognição.

OBRA POÉTICA:

A Imprecisa Melancolia, Editorial Teorema, Lisboa, 1995
Lamento, Edições Cotovia, Lisboa, 1999
Umbria, Pedra Formosa Edições, Guimarães, 1999
Verso Antigo, Edições Cotovia, Lisboa, 2001
Angst, Edições Cotovia, Lisboa, 2002
Duelo, Edições Cotovia, Lisboa, 2004
Canto Onde, Edições Cotovia, Lisboa, 2006
Mais Espesso Que A Água, Edições Cotovia, Lisboa, 2008

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

POESIA: VISLUMBRE - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES(BRASIL)



Foto: Copenhagen



VISLUMBRE


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Esse rastro no caminho,
encaminha
todo o sentido e o querer
revê-la,
num vislumbre... De uma gota de lágrima!



INSIGHT

VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)


Dette spor på vej,
fremad
fornuft og vilje
revidere den,
et glimt ... En dråbe tåre!

sábado, 18 de dezembro de 2010

POESIA- FELIZ ANIVERSÁRIO, SILVIA AIDA! - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES(BRASIL)




Acordei com essas imagens todas, na mente
flores iguais,
diferentes,
repletas de coloridos ímpar
ou de profundo carmim... Assim!






Orquídeas sensíveis,
preferidas como alguém que a gente aguarda vir,
leves,
na melodia das aves... Aqui!






E esta sem pôr e nem querer, se fez
de rogada, só
para agraciar carícias e beijos... Como requer o encanto!







Ah,orquídeas de nossos deleites!
Que a brisa leve invade a face, disfarce
do dia
E essa alegria Deusa,
nos contagie... E abra a luz resplandescente!






E de nossos olhos tão radiante, penetre
o Sonho que a vida quer, avidamente
nos faça crer







Orquídeas várias, todas
de coração.Ardorosas, afáveis
que nem as rosas
já em botão...






Seja essa flor,não mais amada
que a golondrina
em seu voo lépido...





Livres crianças, parecerão estas
no entanto,
apenas querem a Liberdade que nos adere...







Begonias lindas, amáveis, brejeiras,
em seus disfarces flores
Ah, doce encanto! Acordes raros para o que é amor!






E esta irmã deslumbrante,
faceira rege o pranto
de quem esquecido da vida
Eternizado ficou... No prazer de viver!






Na liberdade do sentir, desejou-se
infidáveis momentos,
lentos,
como as minúsculas ramagem, cativa
no bico de um colibri







Amarilis, amarilis, quantas saudades no peito
atreve-se em silêncio
( jurando ser um segredo)
exaltar a ternura... Desse singular jardim!








E se guardei esta Vitória-Régia de encontro ao peito,
firmei com laços de zelo
e acalanto em flor... Para você tão somente,
Ó brinco-de-princesa!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

HOMENAGEM EDUCACIONAL: XEICA MOZAH BINT NASSER AL MISSED (CATAR)



Foto: Xeica Mozah Bint Nasser Al Missed (Catar)-



* A partir de 2011 serão concedidos US$ 500 mil para responsáveis por políticas educacionais que sirvam de modelo em escala mundial.




EDUCAÇÃO: A FLOR NO DESERTO PLANETÁRIO



No deserto planetário
a vida elevou-se
para além dos poros das areias petrificadas e dos
mórbidos silêncios perfilados.
Uma voz sementeou-se
com pensamento,
coração
e palavras...Ensinar Catar a vida,
não é
deflagar bandeiras,
nem assinalar as pedras,
nem mesmo ficar sorrindo a insetos
que voam flácidos.


Ser flor,
no deserto planetário,
é ousar
acabar com a impunidade para ataques contra a educação
e a dignidade humana

domingo, 12 de dezembro de 2010

POESIAS: SILVIA AIDA CATALÁN (ARGENTINA)




Foto: a poeta Silvia Aida Catalán, en Buenos Aires, Argentina






Sueños Lejanos




Siendo uno nuestro amor,

como no perecer cada vez que

por sendas diferentes partimos

simulando sonrisas no sentidas.

Como borrar de nuestra despedida,

huellas de ojos húmedos
,
surcos de gestos contenidos,

si el dolor deja su herida

marcándonos el rostro,

el corazón, el alma.

Destinos....

dicen por ahí,

¿Yo?...

¡Yo digo amores!

Intensos amores vividos,

en tiempos no correspondidos.

Pero, así Amor,

mientras te regalo una estrella

mi sonrisa y estas palabras sentidas,

de Ti,

lo recibo todo

de lo demás. nada importa.

Mas cuando llegue el ocaso,

el último de nuestros días,

desde donde te encuentres

podrás contemplar mi estrella
y a mi,
me han de quedar los recuerdos
celosamente guardados
en tu libro de Machado
que con fuerza oprimiré

en mi pecho desolado.

Y aunque

mundos diferentes nos separen,

aunque nidos distintos nos cobijen,

el AMOR,

habitante secreto en este ocaso,

será presente sigiloso….

como tu libro y mi estrella




Autor: Silvia Aida Catalán
Libro: Caricias Para Mi Sombra
Argentina










Sólo Para ti


Tu tristeza
génesis del surco en mi boca.
Atávico manto, velado
a hilos dorados del poniente.

Tornasol sellando intersticios
del núcleo a tus celdas.
Redimida dermis concedida soy,
en tus planicies de terciopelo y mieles.

Tú, médula.

En el sortilegio amoroso,
en la fusión del sol y la luna.
Sacramento divino del eclipse,
en los hieráticos de la Creación.

Tú, mi siembra de pan.
Copa que bebo nombrándote,
eterna espera, dicha inconstante,
fuego candente en la grieta.

Más allá del viento y la ausencia…
Aquí y en los polos del mundo
en infinita eucaristía de cuerpo y alma:
Permaneces, permanezco.
¡Tú, mi Yo!

Silvia Aida Catalán
Argentina- Buenos Aires








A pesar del silencio: Somos
A Gabriela y Diego ( mis hijos)



A pesar del tiempo
son los ojos oblicuos del sauce, quienes
adoran tu cadencia y te esperan

No es el reloj de arenas
el que ha de marcar el regreso, ni nada y
acaso, las lunas que escribieron tu partida

Es el beso apasionado
del agua a las orillas quien trae tu rumor, desde
todas las mareas y persiste en mis márgenes.

Y a pesar del silencio
grito desde lo absoluto a la inmensidad, y te
sustento herido amor al borde del abismo.

Allende somos pues lava y ceniza
erosión y fuego perenne somos, asidos…
con los sentidos fijos en las cortinas del tiempo.

Detrás del aullido hostigas
esbozado entre la niebla y la hendedura, donde
asoma tu luz por los agujeros mismos del barranco.




Autor: Silvia Aida Catalán-
Libro Obertura- 11/XI/2009

sábado, 11 de dezembro de 2010

POESIA: SOL - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Foto: Pintura de Matisse


SOL


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)




Encendeia-te dessa luz que afaga meu ser
de prazer
e desdobre esse avesso pra ser
consequência de um ato de amor
explendor lânguido de mãos,
rodopiante pião,
amarelo-limão, e
agasalhos de pétalas espalhadas
no tempo que em mim
exaspera um quê desse querer
estrondosa maré sei que só é
pra você
a ilusão de retinas admiradas
ante a verdadeira visão
que acaricia-nos em luz... E a vida a nos atravessar tão solta,
volúpia & prazer no viver
tal esse verão que principia
além dos aros de nossos aneis...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

POESIA: A CRIANÇA DE VAN GOGH - VANDA LÚCIA DA GOSTA SALLES (BRASIL)




Foto: O Escolar - Pintura de Vincent Van Gogh



A CRIANÇA DE VAN GOGH



VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES(BRASIL)




Você sabe onde?
Ninguém viu.
Ninguém nunca vê.



A criança de Van Gogh
não é um escolar, simplesmente
ou
pincéis e tintas... Como querem alguns rídiculos e críticos azedos.
É ela, um fruto a desabrochar no porvir
do gosto escondindo num caramelo afim



É mais que a merenda e a sacola infantil,
é quase um quê,
de leveza
no emocionado coração de poeta
que chora,
petrificando o momento,
no âmago de sua dor.


No olhar do menino poeta,
o olhar que contempla a imensidão da beleza,
eternizada,
na própria beleza do olhar que a vê.






NIÑO DE VAN GOGH



VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES(BRASIL)




¿Sabes dónde?
Nadie lo vio.
Nadie ve.



El hijo de Van Gogh
no es una escuela, simplemente
o
pinceles y pinturas ... Como algunos críticos ridículo y amargo.
¿Es una fruta a florecer en el futuro
escondido en un sabor de caramelo similar



Es más que un almuerzo y el niño
Lo que es casi una parte,
ligereza
el corazón emocional de un poeta
llorando,
petrificante momento,
en el centro de su dolor.


A los ojos del poeta niño,
la mirada que contempla la inmensidad de la belleza,
eternizado
propia belleza en el ojo que lo ve.


FIGLIO DI VAN GOGH



VANDA LUCIA SALLES DA COSTA(BRASIL)




Sapete dove?
Nessuno ha visto.
Non si vede mai.



Il figlio di Van Gogh
non è una scuola, semplicemente
o
pennelli e colori ... Come alcuni critici ridicolo e aspro.
E 'un frutto a fiorire in futuro
nascosto in un gusto di caramello simile



E 'più che un pranzo al sacco e il bambino
Che è quasi uno,
leggerezza
il cuore emozionale di un poeta
pianto,
pietrificante momento,
al centro del tuo dolore.


Agli occhi del poeta ragazzo,
lo sguardo che contempla l'immensità della bellezza,
eternalized
bellezza per l'occhio che vede.



ENFANT DE VAN GOGH



VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES(BRASIL)



Vous savez où?
Personne n'a vu.
Personne ne voit jamais.



L'enfant de Van Gogh
n'est pas une école, tout simplement
ou
pinceaux et peintures ... Comme certains critiques ridicule et sure.
Est-ce un fruit de s'épanouir dans l'avenir
caché dans un goût de caramel s'apparente



C'est plus d'un sac à lunch et de l'enfant
Ce qui est presque un,
légèreté
le cœur émotionnel d'un poète
pleurer,
pétrifiante moment,
au cœur de votre douleur.


Aux yeux du poète garçon,
le regard qui contemple l'immensité de la beauté,
éternisée
propre beauté dans l'œil qui voit.






KIND VAN VAN GOGH



VANDA LUCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)




Weet je waar?
Niemand zag.
Niemand ziet ooit.



Het kind van Van Gogh
is geen school, gewoon
of
penselen en verf ... Zoals sommige critici belachelijk te maken en zuur.
Is het een vrucht tot bloei in de toekomst
verborgen in een karamelsmaak verwant



Het is meer dan een zak lunch en kind
Wat is bijna een,
lichtheid
het emotionele hart van een dichter
huilen,
verstenende moment,
in de kern van je pijn.


In de ogen van de jongen dichter,
de blik die overweegt de onmetelijkheid van schoonheid,
vereeuwigd
eigen schoonheid in het oog dat ziet.





DZIECKA VAN GOGH



VANDA LUCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)




Wiesz, gdzie?
Nikt nie widział.
Nikt nie widzi.



Dziecko Van Gogh
nie jest w szkole, po prostu
lub
pędzle i farby ... Ponieważ niektóre kpiny krytyków i kwaśny.
Czy to kwiat owoce w przyszłości
ukryte w smak karmelu podobne



To coś więcej niż worek lunch i dziecka
Co to jest prawie,
lekkość
emocjonalne serce poety
płacz,
Przerażający moment,
w centrum bólu.


W oczach poety chłopca,
wzrok, który rozważa ogrom piękna,
uwiecznił
własnej urody w oku, że widzi.





CHILD OF VAN GOGH



VANDA LUCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)




You know where?
Nobody saw.
No one ever sees.



The child of Van Gogh
is not a school, simply
or
brushes and paints ... As some critics ridicule and sour.
Is it a fruit to blossom in the future
hidden in a caramel taste akin



It's more than a bag lunch and child
What is almost one,
lightness
the emotional heart of a poet
crying,
petrifying moment,
at the core of your pain.


In the eyes of the boy poet,
the gaze that contemplates the immensity of beauty,
eternalized
own beauty in the eye that sees it.