quinta-feira, 12 de agosto de 2010

POESIA: YO... NOSTÁLGICA- SILVIA AIDA CATALÁN (ARGENTINA) - DIRECTORA INTERNACIONAL DO ENLACE/MPME EN BUENOS AIRES-ARGENTINA*




Foto: Silvia Aida Catalán- Buenos Aires, Argentina



Yo … Nostálgica


Yo soy la nostalgia
en horas del naufragio, quien
sostenida del mástil esboza tu figura
en las crestas de las olas.


Soy desde entonces
la sombra humedecida
detrás del mismo sauce, que aún llora
en la simbiosis el paso del torrente d e mi río.



La del lecho vacío…
la que acuna en sus brazos
al ausente y se mece cantaora
al rítmico son del velero a la deriva.


La imaginaria…
La perdida en las horas del estío.
La loca, la sin vida sumida
en el blanco delantal de algún hospicio.



En conclusión me asumo
Igual a la vela panda de Pessoa.
La que yerra con su espíritu las orillas del Río Grande de Eloiza
Y finalmente se funde con las algas a bucear en los poemas de Alfonsina.



Yo soy la nostalgia
La que pierde su norte
Y en alas del Pegaso brinca al horizonte
A dormir con un ramo de nubes y tu nombre en las manos.





*Silvia Aida Catalán- Argentina
Libro Obertura

BIOGRAFIA:

CATALÁN, Silvia Aida: nació en 19/XII/1956, San Nicolás de los Arroyos – Prov. Buenos Aires, Argentina. Poeta - Cruz Roja Argentina - Artesana –Artista Plástica. Fundadora y Directora Gral. del Taller Artístico “ALAS ROTAS -ALITAS DE AMÉRICA” . Miembro Activa de la Sociedad Argentina De Escritores. Miembro Activa de la Sociedad Argentina de Letras, Artes y Ciencias - Filial Villa Carlos Paz (Cba). Difusora de la Obra VIH- SIDA – Junto al Dominicano Tony de Moya. Autora de lospoemarios: “CARICIAS PARA MI SOMBRA” Junio 2004, “CON ALAS DE GAVIOTAS Y ALONDRAS” Noviembre 2006 y Coautor de “O CHAMADO DAS MUSAS” Diciembre 2008- Arteterapia. Participó de varias antologías. Recibió reconocimientos por su actividad cultural en Uruguay, Santo Domingo, Puerto Rico, Brasil y Perú. Es Directora Generale de T.A.A.R.-Alitas de América, Directora Internacional de ENLACE/MPME- ENTIDADE NACIONAL DE LITERATURA, ARTES, CIÊNCIAS E EDUCACAÇÃO-MUSEU PÓS-MODERNO DE EDUCAÇÃO en Buenos Aires, Argentina, y Miembro de la Sociedad Argentina de Escritores y Miembro de la Sociedad Argentina de Letras, Artes y Ciencias
Villa Carlos Paz (Cba)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

POESIA: SIGNO D'AMORE - ALDA MERINI (ITALIA)- TRADUÇÃO: ALBINO MATOS (BRASIL)

"A minha poesia tem para mim a importância da minha própria vida, é a minha palavra interior, a minha vida"- Alda Merini (Itália).




Foto: ALDA MERINI (ITÁLIA)



SIGNO D'AMORE

ALDA MERINI (ITÁLIA)


Se dovessi inventarmi il signo
del mio amore per te
penserei a un saluto
di baci focosi
alla veduta di un orizzonte spaccato
e a un canes
che si lecca le ferite
sotto il tavolo,
non vedo nente però
nel nostro amore
che sia l'assoluto di un abbraccio groioso.




SIGNO DE AMOR

TRADUÇÃO: ALBINO MATOS (PORTUGAL)


Se eu tivesse de inventar o sonho
de meu amor por ti
pensaria numa troca
de beijos fogosos
na vista de um horizonte partido
e num cao
a lamber as feridas
debaixo da mesa.
Mas não vejo nada
no nosso amor
como o absoluto de um abraço de alegria.





*ALDA MERINI (Milão, 21 de março de 1931 - Milão, 1 de novembro de 2009)- renomada escritora e poetisa italiana. Foi premiada com a Ordine al merito ... (Núpcias romanas, 1955), Tu sei Pietro. Anno 1961 (Tu és Pedro. Ano 1961, 1962).

Após um silêncio editorial que se prolongou por 20 anos, Alda Merini voltou a publicar poesia: Destinati a morire. Poesie vecchie e nuove (Destinados a morrer. Poemas velhos e novos, 1980), La Terra Santa (A Terra Santa, 1985) e Testamento (1988).

Nos anos 90 deu início a uma nova fase, com o aparecimento dos livros em prosa centrados em sua própria pessoa. Assim, surge L'altra verità. Diario di una diversa (A outra verdade. Diário de uma pessoa diferente, 1986), Delirio Amoroso (Delírio Amoroso, 1989), Il tormento delle figure (O tormento das figuras, 1990), Le parole di Alda Merini (As palavras de Alda Merini, 1991), La pazza della porta accanto (A louca do lado, 1995), La vita facile. Sillabario (A vida fácil. Silabário, 1996) e Lettere a un racconto. Prose lunghe e brevi (Cartas a um conto. Prosas longas e breves, 1998).

sábado, 7 de agosto de 2010

POESIA: SONETO ENIGMÁTICO- VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)




SONETO ENIGMÁTICO



VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Quando olho o mar, encanto. Um oceano...
De ternura invade-me por inteira
No coração, na alma, no corpo, num arpejo
Teus olhos refletidos em desejos.



Quisera pudesse beijar-te, um dia!
Ousada, feito ondas tão fagueira
Desdobrando-se, enroscando-se nesse afã
Pra desvelar-se nas espumas vida inteira.



Se ousasses no instante do segundo
Saberias do enigma o bastante
E do amor, cada gesto em processo...



Mas no brilho profundo do amaro do teu nome
E no silêncio desse grito abandonado
Há um outro em suspenso: -Eu te espero?




VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES - é escritora, poeta, ensaísta, artista plástica e tradutora. Nasceu em Italva (RJ), Brasil, em 1956. Graduada em Letras/Português-literaturas em Língua Portuguesa pela Univesidade do Estado do Rio de Janeiro ( UERJ/FFP-SG, 1991),Pós-Graduada em: Literatura Infanto-juvenil pela Universidade Federal Fluminense (UFF,1992) e Arteterapia na Saúde e na Educação pela Universidade Candido Mendes (UCAM,2000).Diretora Internacional do T.A.A.R-Alita de América-Argentina, no Brasil. E Fundadora e Diretora Geral do ENLACE/MPME- MUSEU PÓS-MODERNO DE EDUCAÇÃO (BRASIL).

PUBLICOU: No Tempo Distraído (narrativas, 2001, Ágora da Ilha), Diversidades e Loucuras em Obras de arte- Um Estudo em Arteterapia (ensaios,2002, Ágora da Ilha),A Palavra do Menino e as Abobrinhas ( infanto-juvenil, 2005, HP Editora), O Chamado das Musas-Pô-Ética Humana: O Enigma do Recheio- a arteterapia ao sabor da educação brasileira (pesquisa em arte e educação, 2008,Creadores Argentinos,Buenos Aires)- co-autoria com a poeta Silvia Aida Catalán; e, Núncia Poética (poesias, CBJE,2010).

ANTOLOGIAS QUE PARTICIPA: Os Melhores Poetas Brasileiros Hoje/1985 ( Shogum Editora, 1985), III Encuentro Nacional de Narradores y Poetas- "Unidos por las Letras"-2009, Bialet Massé (Córdoba-Argentina,2009), "Ser Voz en el Silencio" -1ª Antología Nacional e Internacional 2010-S.A.L.A.C. - Villa Carlos Paz (c.ba), Argentina, 2010.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

POESIA: MARIA ESTHER MACIEL (BRASIL)




FOTO: Berther Morisot - Em Um Banco



Ofício


Escrever
a água
da palavra mar
o vôo
da palavra ave
o rio
da palavra margem
o olho
da palavra imagem
o oco
da palavra nada.



Aula de Desenho

Estou lá onde me invento e me faço:
De giz é meu traço. De aço, o papel.
Esboço uma face a régua e compasso:
É falsa. Desfaço o que fiz.
Retraço o retrato. Evoco o abstrato
Faço da sombra minha raiz.
Farta de mim, afasto-me
e constato: na arte ou na vida,
em carne, osso, lápis ou giz
onde estou não é sempre
e o que sou é por um triz.



MARIA ESTHER MACIEL: nasceu em Patos de Minas (MG),Brasil, em 1963 e vive em Belo Horizonte desde 1981.
É professora de Teoria da Literatura da Faculdade de Letras da UFMG. Mestre em Literatura Brasileira e Doutora em Literatura Comparada, com Pós-Doutorado em Cinema pela Universidade de Londres. É autora dos livros: Dos Haveres do Corpo (poesia, Ed. Terra, 1985), As vertigens da lucidez: poesia e crítica em Octavio Paz (ensaio, Ed. Experimento, 1995); A dupla chama: amor e erotismo em Octavio Paz (ensaio, Ed. Memorial da América Latina, 1998); Triz (poesia, Ed. Orobó, 1999); Vôo Transverso: poesia, modernidade e fim do século XX (ensaios, Ed. Sette Letras, 1999); A memória das coisas (ensaios, Ed. Lamparina, 2004), e O livro de Zenóbia (ficção, Ed. Lamparina, 2004). Organizou os seguintes livros: A palavra inquieta: homenagem a Octavio Paz (ensaios, Ed. Autêntica, 1999); Laís Corrêa de Araújo (Ed. Fale/UFMG, 2002), e O cinema enciclopédico de Peter Greenaway (ensaios, Ed. UNIMARCOS, 2004). Coordena o TransVerso – Fórum de Criação e Estudos Poéticos da UFMG. Tem ensaios, contos e poemas publicados em revistas e jornais do Brasil e do exterior. Seu site na Internet: www.letras.ufmg.br/esthermaciel

sábado, 31 de julho de 2010

POESIA: JOAQUIM DO TELHADO E A DEUSA ATENA



Foto: Escultura do poeta Carlos Drummond de Andrade, em Copacabana



Foto: Deusa Atena


JOAQUIM DO TELHADO E A DEUSA ATENA


Vanda Lúcia da Costa Salles



Com uma caneta parker 51 escolhi
um diálogo diferente e sutil
em que a menina se visse assim
como a Deusa Atena se viu também
no espelho que Joaquim construiu
do telhado de zinco de um céu anil
sobre os coloridos de casas que poucos veem...


a poesia sabe
que a esperança nem sempre invade
o peito aberto de qualquer um...


Um estranho ímpar
revela o Sol na primavera
revela a dúvida no pôr-do-Sol
revela a Deusa Atena o seu Joaquim do Telhado
revela o ser que:


- Entre a dor e o Nada, o que você escolhe?



A forma sempre
será o que perseguiremos
será o que imaginaremos
será o que não cederá o seu mistério
será o que é para ser



Porque
Nunca será como antes...E a sede sempre irá existir...

domingo, 25 de julho de 2010

POESIA: NA LUCIDEZ DE SUA BOCA - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES -BRASIL



Foto: Museu do Louvre- Paris


NA LUCIDEZ DE SUA BOCA


A Sylvain Auroux



no âmago do coração silencioso
instaura-se o gosto pela graça de destecer os fios do Sol da intrigante origem
quando na lucidez de sua boca dentes e sorrisos alados vislumbro
o que de manso e humano sei
de quaisquer línguas
instantes
absolutos em que traço o espaço
em que golpeias o meu ser
com sua língua
des pu do ra da men te
insana/divina:
o lance
do aprender
sentir

sexta-feira, 23 de julho de 2010

MOMENTO DISCENTE: LUA - MIRIAM LEITE PEREIRA*







LUA

MIRIAM LEITE PEREIRA (BRASIL)


Pina era uma indiazinha que gostava de olhar para o céu. Achava a Lua maravilhosa e amorosa. Ficava, portanto, horas inteiras olhando a Lua e chegava a dar pulos para o ar, pensando em alcançá-la. Vivia correndo à noite, pelos córregos, campos e pradarias.
Em uma certa noite, Pina viu o disco luminoso refletido nas águas do rio caudaloso. Não teve dúvidas, atirou-se à correnteza e desapareceu. Em busca do seu sonho de amor.
A Lua se compadeceu da indígena, que afogou-se sorrindo, enamorada. Trouxe seu corpo para a superficie e o transformou em uma flor da cor do luar.
Dizem os indiozinhos de minha aldeia que nasceram, a partir daí, varias diversidades de Vitória s–Régias ( a majestosa flor do luar) e na beira dos rios caudalosos, desse fim de mundo que é o interior da floresta Amazônica, inúmeros iguarapés sofregos de vida, aguardam o seu desabrochar. Falam também que é divindade sublime dos Deuses: uma questão de resiliência.


* CONTO SELECIONADO PARA A 1ª ANTOLOGIA NACIONAL E INTERNACIONAL " ASAS... AO REDOR DO MUNDO"- 2010