quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

POESIA: COM TODO O MEU AMOR - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)*



Foto: Gaivotas




COM TODO O MEU AMOR



VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)




Tortas linhas, bem sabes
o arco descrito pelas gaivotas
quando amam.
Entretanto, não penses
que elas são amenas. Apenas,
entre as espumas e as ondas encrespadas, burlam. Destemidas, plainam.
E brincando ficam. Não às tontas.


No alinhamento das águas, o voo é certeiro!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

HOMENAGEM: CHARLES BERNSTEIN (U.S.A.)*



Foto: O poeta Charles Bernstein (U.S.A.)


DE"PARSING" (1976)


CHARLES BERNSTEIN (U.S.A.)


Tradução: Régis Bonvicino



was pealing an apricot
was pealing an american
was pealing a jug, sitting,
setting, the apricot
was pealing a fig
was pealing,
very sorrowful, she said,
in itself
was standing
was luminous
was a kirelian photoilumination
was beautiful
"it's more than that, than anything," ___ explained joyfully
& sat down
head bare,
& more than it
does not change
though its patterns
vary, recur
in illuminations
or occlusions, amid a
field, grid
the mind is
as
jug, fig, luminous
was aztec
was sock
was misplaced
hence polyhedron, figment,
lemon, limit
vagrancy
was a sign
was painted
was glassy
& slliped in it
Charles Bernstein
repicava um damasco
repicava um americano
repicava um jarro, sentando,
assentando, o damasco
repicava um figo
repicando,
com pesar, ela disse,
em si
estava de pé
estava luminoso
era uma fotoiluminação kireliana
estava lindo
"é mais do que isso, do que qualquer coisa" ___ explicou feliz
& sentou
cabeça nua
& mais do que isso
não muda
embora seus padrões
variem, recorrentes
em iluminação
e oclusão, em meio
ao campo, grade
a mente é
como
um jarro, figo, luminoso
era asteca
tipo soquete
estava perdida
daqui, poliedro, figmento,
limão, limite
ao acaso
era um signo
estava pintado
era vítreo
& esvaiu-se em si

In: http://regisbonvicino.com.br/catrel.asp?c=12&t=207







*CHARLES BERNSTEIN:Nasceu em Nova Iorque há 4 de abril de 1950. É um poeta, crítico, editor e professor. É um dos mais importantes membros da poesia contemporânea americana.



Go ahead, don't read any poetry.

You won't be able to understand it anyway:
the best stuff is all over your head.

And there aren't even any commercials to liven up the action.

Anyway, you'll end up with a headache trying to figure out
what the poems are saying because they are saying
NOTHING.

Who needs that.

Better go to the movies.


Vá em frente, não leia qualquer poesia.

Você não será capaz de compreendê-la de qualquer maneira:
a melhor coisa é tudo sobre sua cabeça.

E não há mesmo qualquer comerciais para animar a ação.

Enfim, você vai acabar com uma dor de cabeça tentando descobrir
o que os poemas estão dizendo, porque eles não estão dizendo
NADA.

Quem precisa disso.

Melhor ir ao cinema.

domingo, 26 de dezembro de 2010

NOTA DE FALECIMENTO: JORGE ABEL DARDICK (ARGENTINA)*




Foto: JORGE ABEL DARDICK (ARGENTINA)






O ENLACE-MPME:MUSEU PÓS-MODERNO DE EDUCAÇÃO(BRASIL) e o T.A.A.R. (ARGENTINA)informam a todos os amigos do falecimento do Srº JORGE ABEL DARDICK, em 25/12/2010, às 18:35, em Buenos Aires, Argentina.
A Srª SILVIA AIDA CATALÁN e a família Dardick agradecem as notas de condolescência e de solidariedade.

Que as nossas orações alcancem a misericórdia do Senhor no Altíssimo e elevem a alma desse amigo e companheiro de tantas jornadas e lutas em prol da Interculturalidade dos povos.
E saibam todos que somos mais que vencedores... Somos àqueles que sonham com a possibilidade... E seguem... No Amor e na Paz!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

DENÚNCIA: VIOLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS E INVERDADES

ALERTA!!!! CIBEPIRATARIA!!!!!





O ENLACE-MPME:MUSEU PÓS-MODERNO DE EDUCAÇÃO, o T.A.A.R. e VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES alertam e denunciam a violação de seus direitos autorais e inverdades comerciais, que não vendem e nem autorizaram ninguém a vender suas obras e nem obras de discentes em aulas de Língua Portuguesa, em cds e em formato wav-audio e mp3 conforme anunciado no google pelos abaixos denominados:


AO LONGE OS BARCOS DE FLORES POESIA PORTUGUESA DO SECULO XX-INC
VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES-T.A.A.R -"ALAS ROTAS-ALITAS DE ... Em aula de Língua Portuguesa e Artes por Vanda Salles) ..... Las obras están totalmente ...
www.dewebmasters.com/.../ao-longe-os-barcos-de-flores-poesia-portuguesa-do-seculo-xx-inc-luye-2-cds/ - http://www.dewebmasters.com/64056/ao-longe-os-barcos-de-flores-poesia-portuguesa-do-seculo-xx-inc-luye-2-cds/
PROF. VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES-T.A.A.R -"ALAS ROTAS-ALITAS DE ...
Em aula de Língua Portuguesa e Artes por Vanda Salles) ..... Las obras están totalmente digitalizadas en Cd's con formato wav-audio y mp3 y están ... 4-El encuentro contará con una mesa de venta de libros 2 horas cada día. ... No incluye bebidas alcohólicas.) Apertura: 14:30 hs. Show de poesía: "Lecturas sobre el ...

Afirmamos: somente o ENLACE-MPME:MUSEU PÓS-MODERNO DE EDUCAÇÃO possui autorização para venda de produtos de minha autoria e que levem o meu nome.

Em tempo oportuno, tomaremos medidas cabíveis.



Rio de Janeiro, 24 de dezembro de 2010


Vanda Lúcia da Costa Salles
Fundadora e Diretora Geral do ENLACE-MPME:MUSEU PÓS MODERNO DE EDUCAÇÃO
Com Reg. no INPI (BRASIL)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

HOMENAGEM: ÉTICA - LUÍS QUINTAIS (ANGOLA/PORTUGAL)*



Foto: O poeta Luís Quintais (Portugal)


Ética

LUÍS QUINTAIS


Vou falhando as pequenas coisas
que me são solicitadas.
Sentindo que as ciladas
se acumulam cada vez que falo.
Preferi hoje o silêncio.
A ausência de equívocos
não é partilhável.
No inegociável deste dia,
destituo-me de palavras.
O silêncio não se recomenda.
Deixa-nos demasiado sós,
visitados pelo pensamento.


(in «Lamento»,de Luís Quintais, 1999)


* LUÍS QUINTAIS: nasceu em 1968 em Angola. É antropólogo social de profissão, leccionando presentemente no Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra. Nesta qualidade, desenvolveu investigação de arquivo e de terreno sobre o exercício e as implicações públicas e forenses da psiquiatria. Trabalha actualmente sobre as relações entre arte, ciência e cognição.

OBRA POÉTICA:

A Imprecisa Melancolia, Editorial Teorema, Lisboa, 1995
Lamento, Edições Cotovia, Lisboa, 1999
Umbria, Pedra Formosa Edições, Guimarães, 1999
Verso Antigo, Edições Cotovia, Lisboa, 2001
Angst, Edições Cotovia, Lisboa, 2002
Duelo, Edições Cotovia, Lisboa, 2004
Canto Onde, Edições Cotovia, Lisboa, 2006
Mais Espesso Que A Água, Edições Cotovia, Lisboa, 2008

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

POESIA: VISLUMBRE - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES(BRASIL)



Foto: Copenhagen



VISLUMBRE


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Esse rastro no caminho,
encaminha
todo o sentido e o querer
revê-la,
num vislumbre... De uma gota de lágrima!



INSIGHT

VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)


Dette spor på vej,
fremad
fornuft og vilje
revidere den,
et glimt ... En dråbe tåre!

sábado, 18 de dezembro de 2010

POESIA- FELIZ ANIVERSÁRIO, SILVIA AIDA! - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES(BRASIL)




Acordei com essas imagens todas, na mente
flores iguais,
diferentes,
repletas de coloridos ímpar
ou de profundo carmim... Assim!






Orquídeas sensíveis,
preferidas como alguém que a gente aguarda vir,
leves,
na melodia das aves... Aqui!






E esta sem pôr e nem querer, se fez
de rogada, só
para agraciar carícias e beijos... Como requer o encanto!







Ah,orquídeas de nossos deleites!
Que a brisa leve invade a face, disfarce
do dia
E essa alegria Deusa,
nos contagie... E abra a luz resplandescente!






E de nossos olhos tão radiante, penetre
o Sonho que a vida quer, avidamente
nos faça crer







Orquídeas várias, todas
de coração.Ardorosas, afáveis
que nem as rosas
já em botão...






Seja essa flor,não mais amada
que a golondrina
em seu voo lépido...





Livres crianças, parecerão estas
no entanto,
apenas querem a Liberdade que nos adere...







Begonias lindas, amáveis, brejeiras,
em seus disfarces flores
Ah, doce encanto! Acordes raros para o que é amor!






E esta irmã deslumbrante,
faceira rege o pranto
de quem esquecido da vida
Eternizado ficou... No prazer de viver!






Na liberdade do sentir, desejou-se
infidáveis momentos,
lentos,
como as minúsculas ramagem, cativa
no bico de um colibri







Amarilis, amarilis, quantas saudades no peito
atreve-se em silêncio
( jurando ser um segredo)
exaltar a ternura... Desse singular jardim!








E se guardei esta Vitória-Régia de encontro ao peito,
firmei com laços de zelo
e acalanto em flor... Para você tão somente,
Ó brinco-de-princesa!