domingo, 17 de maio de 2015

POESIA: SE VIVER VALE A PENA









SE VIVER VALE A PENA


       Vanda Lúcia da Costa Salles


Sim, meu bem. Vale a pena viver!
Criar... Amar!
Frio... Calor... Quanta emoção o sentir?!
Sentir é ver eclipses
diferentes sabores a expressar o amor na vida da gente

Apesar da dor e do cansaço tão presentes também... Arte é parte
Ah, poesia! Viver é resistência
Destarte, cabe no profundo do peito
todos os conhecimentos e
nos labirintos da memória o sorriso ou
adereços de Lua?
Em pelo me pelo e pelos humanos segredos- história-. rogo-te
resista!!!

Assim como a fé que anima essa perfeita rima
e faz com que a esperança- atitude inexata,
na exatidão do desejo-, contribua
com a harmonia de ser um ser ensolarado
na imensidão do oceano
cantando a eterna e amorosa canção à Liberdade...


Quase sempre, a forma traduz a originalidade da fonte, beleza é!!!



segunda-feira, 20 de abril de 2015

VANDA SALLES HOMENAGEIA A NICANOR PARRA: TEORIA DA FÍSICA DO DELICADO PERFUME DAS VIOLETAS











TEORIA DA FÍSICA DO DELICADO PERFUME DAS VIOLETAS

             I


                       
Semente brota, aprendamos
Como escolher e colher, disse-nos o poeta universal
Em sua cosmogonia:
“ Hoje é um dia azul de primavera, creio
que morrerei de poesia.” – Esmero e aprimoro
a  versão e a consciência para transfigurar-se diálogo,
no dente em que mastigo o ato, fixo
a imortalidade quântica poética
no criar a pauta-argonauta
com que risco na pele da escrita
a senda e a senha com que a forma tece
a impensável forma da física desse
ridículo poema a que denominamos amar o amor em processo, mesmo
em pulos e sobressaltos, no agito dos ramos...Nessa úmida folha
em que traço a imensurável
Teoria da Física do Delicado Perfume das Violetas, que
dedico a ti,
Ó amado poeta, Nicanor Parra!




              II


Das margens, observo
Sua aparência, seus mistérios...
Nesse azul de primavera, creio
Do quanto em ti, a nau estética
Da antipoética define a luz primorosa
Dessa imensa Lua
A inebriar os corações, até
O côncavo/convexo do dia, quando
Surge do nada o aroma
Inebriante das violetas, perfeitas e amarelas, todas
Ondas sonoras de uma pauta musical destemida.


               III


E se a primavera agrega
A ideia quântica da descoesão, do abismo
Em arco-íris flui... O Tudo/Nada
Para criativo deleite o gozo cria alegria em todos nós, aprendizes do grito


         IV


Nada é o que parece ser
No enigma das órbitas proibidas
Um homem caminha e assobia Chopin, inebria-se mirando
A cópia de si mesmo, o chapéu irônico de poeta louco
Ou a pretensão de um corpo bem localizado no espaço

Mesmo na imprecisão do rumo, no prumo que assume o lume,
Independente da distância em que esteja
E na probabilidade de ali estar
O mesmo rouxinol, a cigarrilha, o canto e as palavras que encantam
Ah!  Esse princípio da incerteza de ter e ser,  quem crê
No azul da primavera do pôr-do-sol em bel-menor... Os sonhos de Deus!,
( quando o raio incide sobre o alvo e pára), e
Na partícula clara e suave... Na clave de dó, Ah, Nicanor Parra!

Quantas poesias nos olhos teus?!


sábado, 28 de fevereiro de 2015

domingo, 15 de fevereiro de 2015

POESIA: PLANTANDO A PAZ AO SOL - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES-BRASIL





PLANTANDO A PAZ AO SOL

Na beleza do ser vivo
No silêncio da semente
No aroma do fruto
Na terra molhada
Plante ao sol: um gosto de vida... A Paz!
Para que a terra aprenda o gozo da alegria
Na alegria de ser frutífera...
Ao fecundar o diálogo das espécies maduras em seivas!


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

FELIZ 2015: POÉTICA INUSITADA




POÉTICA INUSITADA


“Ao atravessar o cerne do espinho destemida, revitalizarás a pele do amor e adentrarás na própria felicidade... Ó poesia!”


Vanda Lúcia da Costa Salles

sábado, 6 de dezembro de 2014

VANDA SALLES REPRESENTANDO A POETA DILERCY ADLER NO 1º ENCONTRO DE EMBAIXADORES DA PAZ DO CERCLE UNIVERSEL DES AMBASSADEURS DE LA PAZ EM MESQUITA-RJ

A POETA DO RIO DE JANEIRO VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES. DELEGADA CULTURAL NO RIO DE JANEIRO DO LICEO POÉTICO DE BENIDORM
REPRESENTANDO A POETA MARANHENSE DILERCY ADLER, EMBAIXADORA DO CERCLE UNIVERSEL DES AMBASSADEURS DE LA PAIX , VICE-PRESIDENTE DA ALL-ACADEMIA LUDOVICENSE DE LETRAS, PRESIDENTA NACIONAL DA CULTURA LATINA E  DELEGADA CULTURAL NO MARANHÃO DO LICEO POÉTICO DE BENIDORM-ESPANHA

      






PAZ


       Vanda Lúcia da Costa Salles (BRASIL)



No centro da praça a criança canta uma suave canção... O pássaro da paz pousou!
A voz vai crescendo no seu gosto nosso gosto também
apaixonadamente segue o ritmo que insinua
o combate
e diz não: NÃO!
Não à escravatura!
(antiga ou moderna)
Não à miséria!
(individual ou coletiva)
Não à indiferença que denigre a humanidade!
Não: a sua, a minha, a nossa falta de percepção!
Não à fome imposta!
A chama está acesa,
Porque a fome que temos é amor ao conhecimento! Amor aos Direitos Humanos!
Uma mulher aproxima-se e enebria-se luz
Um homem achega-se e acompanha alegremente a canção
A poesia esparrama-se vida... O círculo formado está, já
nada pode impedir o seu voo






 




CANÇÃO DE POETA PELA PAZ

VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)


AOS 43 DO MÉXICO,
A OCTÁVIO PAZ ( In memoriam)



Ontem à noite esfriou... E a imaginação engravidou-se dos opostos
ouvi
sua voz universal e entoei uma canção 
a nossa e a de todos os poetas enamorados pelo silêncio entrelaçando a forma... e a PAZ!
Era um grito de alerta transcontinental, além
mais uma criança falece... de fome construída, e essa violência humana: a indiferença
com a vida com a poesia com a esperança.

Estavas ali, a sorrir
Próximo ao cais... Eu vi!



De poeta a poeta, desfiava o avesso do avesso das palavras e sobre o papel 
girassóis brotavam afoitos impactante visão.
E num rasgo espetacular atravesso o espaço-tempo e capturo o poema na loucura itinerante, e sei
que a "outra voz" em mim penetra ágil e funda o dizer: 
- Siga-me
Suplico-lhe emocionada:
-Dá-me a visão!  Ó coração de poeta... Pela PAZ!


E a imagem vem pétala de ti entretecida no silêncio e nos enigmas desse verso azul
da pele do verbo cósmico... Desse diálogo pleno exalam rosas
vermelhas rubras chás brancas e amarelas 
todas pingam de seus olhos úmidos lágrimas rolam bálsamos em seus lábios caliente do carmim 
da noite
Ó doce coração de poeta!
Como sangras como pulsas acelerado na emoção
 do instante, esse
coração apaixonante.


Em dialética a imagem real traz
crianças desprotegidas violadas e silenciosas
desgraçadamente inocentes com seus panos gastos pobres espantando urubus bicudos e rudes
políticos rapinas que as esmagam no tempo e na unha.
A palavra-voz: grita vergonha para a humanidade
-KWASHIORKOR!



Quem consegue ouvir?
Quem poderá ler?
Quem conseguirá escrever?
Quem ousará sentir?


Pensar/sentir na pele a dor... Empatia... Amor!


Por causa dela e por ela... Queremos a PAZ... Queremos Educação!
Ave, Esperança!


Vivemos lutamos choramos a agonia de pressentir a Outra voz
( a mesma e sempre... humana voz)
a erguer Fênix... para voar na amplidão
da memória dos povos... nos ares nas tardes de confusão e de noites frias...


Entretanto,
Do centro da forma... Soa!"  Converge!
E a voz do coração do enigma ecoa: 
-Sai poesia!  Paz entre os homens de Boa vontade!
Leve esse grito aos mais altos cumes e ressoa:
- Justiça!   Justiça!



É esse o tema central na Praça!