segunda-feira, 9 de junho de 2014
POESIA: CAVALO MARINHO-VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES
CAVALO MARINHO
borbulhas
palavras
na calidez das águas
à espera da palavra mágica e na consciência da limitação
a cura: transformação
da matéria
em essência
um
ser
em
D
I
Á
LOGOS
domingo, 18 de maio de 2014
POESIA: PARIS- A MENINA DOS MEUS OLHOS! - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES
Foto: Chantal Foucault
PARIS- A MENINA DOS MEUS OLHOS!
Vanda Lúcia da Costa Salles
Ali, tão próximo:
pessoas fotografam o espetáculo do encontro,
pessoas agitam seus lenços e choram saudades,
pessoas perambulam indômitas, passageiras, sorrisos largos à flor da pele.
um homem canta a cegueira do mundo e clama a tão sonhada Liberdade,
um homem palita os dentes e o aroma adocicado do café estala em seus dentes,
um homem finge amar a mulher que abraça,
mas um outro abraça a mulher que ama...
uma mulher corre solta ao vento, brincando como se fosse uma folha de outono...
uma mulher caminha e embala o filho que leva ao colo,
uma mulher espeta seus seios diante de minha visão... Ilusão/realidade, adormece a tarde pouco a pouco
e entre burburinhos e ansiedades e alegrias e felicidade em estar, ali, tão próximo
outra mulher abre um livro tão seu
e derrama poesia sobre a poesia do instante!
uma sacola fica pregada na calçada,
um cadeado pregado em prol dos enamorados,
uma romã esquecida em um banquinho,
a vontade de caminhar e guardar o dia,
o prazer inigualável de ter-te ao lado meu, nessa esquina do caminho da vida... O vento soprando-nos a face...Ah, que lindo, esses seus cabelos soltos ao vento faceiro e a vida a convidar-nos ao prazer de viver,
o sonho estalando um beijo na palma da mão, e,
esse sorriso inesquecível: minha utopia...
E na menina dos teus olhos: PARIS, eternamente, enamorada!
PARIS- A MENINA DOS MEUS OLHOS!
Vanda Lúcia da Costa Salles
Ali, tão próximo:
pessoas fotografam o espetáculo do encontro,
pessoas agitam seus lenços e choram saudades,
pessoas perambulam indômitas, passageiras, sorrisos largos à flor da pele.
um homem canta a cegueira do mundo e clama a tão sonhada Liberdade,
um homem palita os dentes e o aroma adocicado do café estala em seus dentes,
um homem finge amar a mulher que abraça,
mas um outro abraça a mulher que ama...
uma mulher corre solta ao vento, brincando como se fosse uma folha de outono...
uma mulher caminha e embala o filho que leva ao colo,
uma mulher espeta seus seios diante de minha visão... Ilusão/realidade, adormece a tarde pouco a pouco
e entre burburinhos e ansiedades e alegrias e felicidade em estar, ali, tão próximo
outra mulher abre um livro tão seu
e derrama poesia sobre a poesia do instante!
uma sacola fica pregada na calçada,
um cadeado pregado em prol dos enamorados,
uma romã esquecida em um banquinho,
a vontade de caminhar e guardar o dia,
o prazer inigualável de ter-te ao lado meu, nessa esquina do caminho da vida... O vento soprando-nos a face...Ah, que lindo, esses seus cabelos soltos ao vento faceiro e a vida a convidar-nos ao prazer de viver,
o sonho estalando um beijo na palma da mão, e,
esse sorriso inesquecível: minha utopia...
E na menina dos teus olhos: PARIS, eternamente, enamorada!
sexta-feira, 2 de maio de 2014
XI EIDE EM BRASÍLIA-MARÇO DE 2014

ESCRITORAS PLANETÁRIAS EM PROL DA VIDA, POESIA MAIOR, NA LUTA CONTRA O FEMINICÍDIO E PELA CONCRETIZAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS:
A ESCRITORA E CONFERENCISTA VANDA SALLES ( VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES)
FALANDO SOBRE " A POESIA MUSICADA NO BRASIL: A POIESIS DE GÊNERO EM CANTIGAS PARA A MULHER DO SÉCULO XXI", A PARTIR DE OBRA DE CHIQUINHA GONZAGA, RITA LEE, DILERCY ADLER, ANDRA VALLADARES, SUELI COSTA, E A PRÓPRIA VANDA SALLES
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ASSISTINDO A PALESTRA DA POETA DE ASSIS-SÃO PAULO: MALU OTERO
A POETA VANDA SALLES (RIO DE JANEIRO) E A MAGNÂNIMA ESCRITORA ELIZABETH ALTAMIRANO (PERU), QUE ORGANIZOU O I CONGRESSO DE ESCRITORAS
A ESCRITORA FÁTIMA LANGA (MOÇAMBIQUE) E DÉBORA LEMBI NEVES
PINTURA "MULHER MULTIFACETADA" DE VANDA SALLES - CAPA DO LIVRO "CANTIGAS PARA A MULHER DO SÉCULO XXI- APRESENTADO NO XI EIDE-BRASÍLIA"
VANDA SALLES E A ESCRITORA BRASILEIRA ONÃ SILVA
A ESCRITORA DE GALIZA ADELA CLORINDA FIGUEROA E VANDA SALLES NO BAR DO ALEMÃO- BRASÍLIA
VANDA SALLES ( RIO DE JANEIRO), ADELA CLORINDA FIGUEROA (GALIZA), MALU OTERO ( ASSIS-SP) E MAITE CARAMÉS (GALIZA) NO BAR DO ALEMÃO
ANTÔNIO MACHADO ENTRE MEIRE FERNANDES E ASTRID LANDER
MAGGY COSTER (FRANÇA) E DÉBORA LEMBI NEVES-XI EIDE-BRASÍLIA
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
sábado, 30 de novembro de 2013
LEITURA POÉTICA MUNDIAL DO LICEO POÉTICO DE BENIDORM-ESPANHA NO MARANHÃO-BRASIL -COODERNAÇÃO DILERCY ADLER
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
A DELEGADA CULTURAL EM MARANHÃO, BRASIL, DO LICEO POÉTICO DE BENIDORM (ESPANHA)- CONVIDA: LEITURA POÉTICA GLOBAL !!!!
CONVITE
LEITURA POÉTICA GLOBAL
Dilercy
Adler
A DELEGADA CULTURAL EM MARANHÃO, BRASIL, DO LICEO POÉTICO DE BENIDORM (ESPANHA)-
A DELEGADA CULTURAL EM MARANHÃO, BRASIL, DO LICEO POÉTICO DE BENIDORM (ESPANHA)-
domingo, 8 de setembro de 2013
MALU OTERO: ENTRE NÓS OS LAÇOS/NOSOTROS, NUDOS Y LAZOS- POESIAS
Foto: Poeta brasileira MALU OTERO
NÃO PODEM CALAR O POETA
( Homenagem ao poeta chileno Raúl Zurita)
Não podem dominar o poeta,
Nem atá- lo com correntes,
Ou fazê-lo calar com censura!
Como crer que o cárcere possa
Ser uma estratégia efetiva,
Se ele vence com a sua doçura
Ao branco sepulcro.
Como achar que possa se limitar
A tão somente umas palavras
O seu sentimento do mundo?
Não pode e não vai se calar.
nunca o fará, jamais.
Tem formas de sentir profundo,
Não teme o vermelho abismo.
Ainda sem palavras se expressará:
Queimará seus olhos pra não verem!
Sem papel, tudo vai denunciar,
Será sua pele a que se queimará,
Já que Deus quis que continuassem
São os seus olhos para olhar
O azul do céu e do mar.
E continuou idealizando o poeta
Outras formas de lutar.
Sem papel, no ar, ele fez
O que tinha como meta:
Ao mundo a opressão denunciar.
Quando se quer, como ele quis,
Pode-se fazê-la curvar.
Ele conseguiu ultrapassar
Os limites da tirania:
Ao poeta não se pode calar.
AL POETA NO LO PUEDEN CALLAR
( Homenaje al poeta chileno Raúl Zurita)
! No pueden sujetar al poeta,
Ni atarlo con cadenas,
O callarlo con censura!
Cómo creer que la cárcel pueda
Ser una efectiva estratagema,
Si él vence con su dulzura
Al blanco sepulcro.
?Cómo creen que pueda limitarse
A tan solo unas palabras
Su sentimiento del mundo?
No puede y no va a callarse.
nunca lo hará, jamás.
Tiene formas de sentir profundo
Y no teme al rojo abismo.
Aún sin palabras se expresará:
!Quemará sus ojos pa' que no vean!
Sin papel, todo lo va a denunciar,
Será su piel la que se quemará,
Ya que Dios quiso que siguieran
Sanos sus ojos para mirar
Lo azul del cielo y del mar.
Y siguió ideando el poeta
Otras formas de luchar:
Sin papel, en el aire, hizo
O que tenía como meta:
Al mundo la opresión denunciar:
Cuando se quiere, como él quiso,
Uno la puede doblegar.
Él consiguió sobrepasar
Los limites de la tiranía:
Al poeta no lo pueden callar.
( In. MALU OTERO. ENTRE NÓS OS LAÇOS/NOSOTROS, NUDOS Y LAZOS. Rio de Janeiro: letra Capital, 2013, pp. 84 a 87)
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VANDA SALLES, E AS POETAS MALU OTERO (BRASIL) E GABY VALLEJO CANEDO (BOLÍVIA) .jpg)
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