segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

POESIA: UNA LÁGRIMA EN MI POEMA - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES- TRADUCCIÓN: SILVIA AIDA CATALÁN






UNA LÁGRIMA EN MI POEMA

                                              Por: Vanda Lúcia da Costa Salles (Brasil)

                                              Traducción: Silvia Aida Catalán (Argentina)


Que me digan los locos
del punto opuesto de las normas,
acerca de esa lágrima em mi poema
sea para herir la tristeza
en  nuestras vidas
Como um beso enamorado.
Uma lágrima em mi poesia,
mi encanto em vida
para los niños, niñas y locos.
Hermanos de mi utopia,
mi gramática transfigurada
se escribe com saudades
y semillas aladas.
Fluyo del lenguaje derramándose
En  el vértigo de sensibles manos,
y, a veces,
se es cifra olvidada... sentimientos,
! mundo  incompresible!
Entonces,
en tu alma, sea pan germinado.



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

CONVOCATÓRIA: MIL POEMAS PARA GONÇALVES DIAS- POETAS PARTICIPEM!!!






       POETAS PARTICIPEM!!!




 Por favor divulguem essa :   MIL POEMAS PARA GONÇALVES DIAS

    Dilercy Adler, psicóloga e poeta, está organizando, com o Instituto Histórico e Geográfico de São Luiz, Maranhão, a Antologia MIL POEMAS PARA GONÇALVES DIAS.



A participação é sem ônus para os poetas. A Antologia terá lançamento em 2013.  




        NOVO PRAZO PARA ENVIO: 31/03/2013 OU ATÉ COMPLETAR OS MIL POEMAS.
                                 
        



                NORMAS DOS TRABALHOS:

a) A Antologia: " MIL POEMAS PARA GONÇALVES DIAS"

- Cada poeta poderá apresentar até cinco poemas homenageando Gonçalves Dias. Formato A4, times New Roman, tamanho 12, espaço 1,0.


- enviar adjunto currículo literário resumido ( no máximo 6 linhas), em que conste data de nascimento, cidade e país de origem; com foto atualizada.

- a aceitação dar-se-á na ordem de recebimento da (s) obra (s), até se completarem os 1000 ( mil) poemas, um mesmo autor poderá mandar uma poesia, caso queira enviar outra obra posteriormente, dentro do limite de 5 (cinco) , por poeta, poderá fazê-lo, indicando que já enviou uma primeira obra, sendo colocada todas juntas

                             Envio de Poesias para: dilercy@hotmail.com

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

POESIA: UM MEIO - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES




UM MEIO


Vanda Lúcia da Costa Salles




caminhas entre orquídeas
e
aromas 
de alecrim.


um meio,
creio,
existe,
bem no meio,
do recheio
desse
jardim


araçás e carambolas,
alegria
na cola de madeira
que descolas
das
trepadeiras
um pensamento não satisfaz a quem busca um meio



somente,
um
meio
nesse veio
que traça
a
parábola existencial
que não deforma
a forma
da
alegria
apetecer
o dia
e
a vivacidade da flor

domingo, 30 de dezembro de 2012

POESIA: QUANDO A FELICIDADE BATE A PORTA- VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES





QUANDO A FELICIDADE BATE A PORTA


                                          VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES



aporta verbena em flor à porta
de um coração
supõe-se delírios nas fibras de cujos gestos
atreveu-se beijos
em rosas- rosas garantiu-se as cores
 a palavra amor caiu como luva no jardim

daí, as lágrimas deslizaram vida

e explicou sabiá que
quando a felicidade bate, aporta


domingo, 23 de dezembro de 2012

CRÔNICA: QUE MARAVILHA, O MUNDO NÃO ACABOU! - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES

Foto: Rhaí jogando sinuca (Brasil)




QUE MARAVILHA, O MUNDO NÃO ACABOU!



                                       Vanda Lúcia da Costa Salles




         -Disseram que o mundo ia acabar. Como?!  E eu que nem aprendi a jogar sinuca.Como pode acabar assim, sem mais nem menos. Sem que eu leia Augusto dos Anjos, Sem que a aposentadoria saia. Sem que eu possa visitar Paris?   Impossível. - ela reclamava e dizia que queria aprender a jogar sinuca.
         Vinte e quatro horas passadas, cansados, ela e os amigos constataram que tudo permanecia igual, daí ela exclamou, gargalhando para o mundo, com o taco na mão:
         - Que maravilha, o mundo não acabou!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

POESIA: TERNURA ANTIGA EM A PALAVRA DO MENINO E AS ABOBRINHAS - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES



Foto: Capa do livro Infanto-Juvenil: A Palavra do Menino e as Abobrinhas, de Vanda Salles, também conhecida como Vanda Lúcia da Costa Salles

Contra capa : A escritora e poeta autografando o livro em Rio das Ostras ( RJ)

Ilustração: Raíssa Salles,Cibério Ramon Salles e Vanda Salles





TERNURA ANTIGA EM A PALAVRA DO MENINO E AS ABOBRINHAS

                                     Vanda Lúcia da Costa Salles  (Brasil)



     Era um menino de uma perna só
     que cantava o mundo
      para além do nó



     Assim ele ficava porque
     enquanto cantavam afinadinhos
     Ele desafinava


     A sua ternura antiga o engendrava
     E era um menino lindo
     que se permitia desafinar


    Em seu propósito dizia:
    É possível inventar um sonho?
    Afeto tem sexo?
    Qual é o raio da nossa intolerância?
     Amor é cor?



    O seu amor sabe do meu amor, então,
    podemos florir o mundo...
   
         

sábado, 20 de outubro de 2012

CRÔNICA: DENTRO DE NÓS - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES

Foto: Maria Amaral Ferreira, por Vanda Salles ( Vanda Lúcia da Costa Salles)





DENTRO DE NÓS



                                  Vanda Lúcia da Costa Salles




      Em momentos que a mente acaricia, sei que vives, com esse ar de Dama antiga e dissimulada porque sabes que a saudade brota gerânios, tulipas e hortelãs. Como  grapete, nomeada era e os netos vinham saber dos causos e namoricos de adolescentes. E ficávamos sorrisos largos, a retirar os cabinhos das pimentas malaguetas ou a formar, peça a peça, a beleza de um fuxico.
      De certo que a dúvida nunca adentrava o afã do peito amante, dançando um samba ou um cateretê. Então, dizias, em tardes de veranico, " a maresia entorna o caldo do pirão de carapeba, moreno, prepara a lenha que o fogo já nos convida". E toda faceira, alisava os lençóis.
      Um, dois, três, quatro, cinco, seis filhos seus e mais três de quebra no angu do tacho, criados com tapioca, violão e rede. " Neném que o diga, Josias nada sabe do clarão da Lua quando a noite brilhava encanto. Vanda, tão bom seria se tivéssemos um tapete voador, não?" Imaginar nem era preciso, sabíamos que do sonho era a vantagem do guia. Seguíamos pegadas.
       Pintora fosse, falou um dia, chuva caindo fininha como agulha perdida na cegueira do olhar, " eu pintava a flor, delicada flor, e enfeitava a casa de Seu João Aleijadinho. O pobre, mal consegue respirar, mas também uma solidão tão torta, que nem cal as paredes aceitam. Coitado, diz caminhar nas horas." Ouvido atento, dentro de nós, a admiração se expandia como pé de samambaia ou cortadeira chorona. Ah!  Senhora de toda a nossa vida e matriz de mim, como sufocar a ausência que deixaste nessa casa com portão verde floresta e uma biblioteca comunitária num desejo todo próprio do projeto firmar?
       Num cavalinho branco que penso ser o unicórnio azul de teus sonhos de menina ( o qual, contastes oras a fio, enovelando as nossas cabeças fantasiadas de colombinas, em uma noite de Carnaval  passado em Balneário de São Pedro D'Aldeia), partistes, como quem parte desejando boa-noite e no dia seguinte viesse convidativa para um banho de mar, nas Dunas ou no Farol.
       Às vezes, ao ler sobre o Egito Antigo ou  O Alienista, de Machado de Assis, creio vê-la ao meu lado, tão dentro de nós, em sorriso de coqueteria, " ainda serás, uma grande, mais grande professora e eu, apenas  a mãe"
       Chamava-se Maria Amaral Ferreira, neta do Capitão Costa, filha de Olívia da Costa Amaral, e amava poesia.