quinta-feira, 14 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
POESIA: ETIQUETA - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)

ETIQUETA
VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)
Pus
na caixa de guardados:
um sentimento extranho,
um raminho de alecrim,
sua foto e a minha,
e todas as lembranças vividas
Por fora
a etiqueta dizia:
mamãe.
**VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES: nasceu em Italva, interior do Rio de Janeiro, Brasil, em 25 de abril de 1956. É escritora, poeta, ensaísta, artista plástica, tradutora e conferencista.Graduada em Letras/Português-literaturas, pela UERJ/FFP;Pós-Graduada em Literatura Infanto-Juvenil pela UFF;e em Arteterapia na Saúde e na Educação pela pela UCAM.Catedrática de Literatura do Museu Belgrano(Argentina), ortogada pelo Fundador e Diretor Dr. Ricardo Vitiritti; Diretora Internacional do Taller Artístico Alas Rotas-Alitas de América, nomeada pela Fundadora e Diretora Geral do T.A.A.R., em Argentina Srª Silvia Aida Catalán; Fundadora e Diretora do ENLACE MUSEU PÓS-MODERNO DE LITERATURA.
Publicou: No tempo distraído (narrativas, Ágora da Ilha,2001),
Diversidades e Loucuras em Obras de Arte- um estudo em Arteterapia (ensaio, Ágora da Ilha, 2001),
A palavra do menino e as abobrinhas 9 infanto-juvenilo, HP.Editora,2005),
O chamado das musas.Pô-Ética Humana: o enigma do recheio- a arteterapia ao sabor da educação brasileira(pesquisa poética em arte e educação, Creadores Argentinos, 2008;
Núncia Poética (poesias, Cbje,2010).
Participa também das seguintes antologias:
Os melhores poetas brasileiros Hoje/1985(Shogum Editora, 1985),
III Encuentro Nacional de Narradores y Poetas - Unidos por las Letras!-2009-Bialet Massé (Córdoba, Argentina,2009),
Poesia em Trânsito-Brasil/Argentina (La Luna Que, Buenos Aires, 2009, e
1º Antología Literaria Nacional e Internacional 2010 " Ser Voz en el Silencio, S.A.L.A.C. va.Carlos Paz, Córdoba-Argentina (Galia's, Editora Independiente,2010).
terça-feira, 21 de junho de 2011
POESIA: NO BROTO - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)

Foto: Gato e flor
NO BROTO
à Fátima Inácio Gomes(Portugal)
VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)
De quando em quando:
Gato e flor, não, não se estranham. Um nada aqui se faz.
No voo: solidão é casario, penso doida. No vão das coisas, a chave me agita toda.
Aplaino o grito, na lucidez do parto. Indago ao tempo: o que me destoa?
No broto, a queda livre se engraça lépida... E rasga o ventre da Liberdade.
Em desalinho
( no avesso do avesso),
como pimenta e gergelim.
Poesia arvora-se, no dentro
Traços e mãos se apetecem. Um gosto travo na mesma língua.
No olho do gato: desejo em flor!
sábado, 18 de junho de 2011
POESIA: NUM CHEIRO DE UM PASSARINHO- VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES(BRASIL)

Foto: Pássaros
NUM CHEIRO DE UM PASSARINHO
VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)
Entrei num cheiro de passarinho
e
funguei seu pescoço, de jeito
morno
que a vida parou em seu galope
Rodopíamos com tempo, no silêncio
de um galhinho de alecrim
Há dias em que qualquer palavra
nos fazem estarrecidas, diante do óbvio:
seu olhar é o que de mais lindo há, na face da Terra!
segunda-feira, 13 de junho de 2011
AH, E SE EU FOSSE UM ESCRITOR - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)

Foto: Vanda Lúcia da Costa Salles, num Café Literário, em Buenos Aires-Argentina.

Foto; Poetas e Narradores no Encontro Literário em Villa Carlos Paz,Córdoba,Argentina-2010
AH, E SE EU FOSSE UM ESCRITOR
VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)
Eu pegaria com carinho as palavras, aquelas bem pequeninas,
com jeitinho de criança arteira
que se esconde
em um pique se esconde, e diz
com carinha inocente: " eu não estou aqui!"
E no perto de ser pega, reclama dengoso: "Isso não vale!",
"não e não, eu ainda nem me escondi."
Vale mais o ser que brinca pleno de vida.
Ah, e se eu fosse um escritor! Que beleza seria!
Eu saberia, com certeza, a escrita mais fina.
Delicada,
não muito tagarela,
mas que contivesse o nó das coisas. Como um laço de fita,sem destoar.
Casadinha com o mistério, seria.
Uma, não,
duas avezinhas no arrebol,
e
esse meu laço da fita, bem sei,
jamais ficaria no ar.
domingo, 29 de maio de 2011
MOMENTO DISCENTE: MEU AUTOR EM PESQUISA - LIMA BARRETO - POR CAROLINE DE MORAIS BARBOSA(BRASIL)

Foto: LIMA BARRETO (BRASIL)
LIVRO E AUTOR EM PESQUISA: LIMA BARRETO
CAROLINE DE MORAIS BARBOSA (BRASIL)
O livro " O Novo Manifesto" fala sobre eleição e a pobreza da humanidade. Trata das coisas úteis que os deputados poderiam fazer pela humanidade.
Meu autor em pesquisa é o Lima Barreto, que nasceu no Rio de Janeiro em 1881. Filho de pais mestiços foi vítima de preconceitos e morreu em 1º de novembro de 1922.
A editora que publicou este livro foi a Martins Fontes, em 2003.
Meu livro em pesquisa é uma antologia de contos e crônicas. Ele tem vários autores que são : Érico Veríssimo, Machado de Assis,Cecília Meireles, Antonio Maria e Lima Barreto ( o meu preferido).
*AFONSO HENRIQUES DE LIMA BARRETO(Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881 - São Paulo, 1 de novembro de 1922), melhor conhecido como Lima Barreto, foi um jornalista e um dos mais importantes escritores libertários brasileiros.
Era filho de Joaquim Henriques de Lima Barreto (mulato nascido escravo) e de Amália Augusta (filha de escrava agregada da família Pereira Carvalho). O seu pai foi tipógrafo. Aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o famoso periódico "A Semana Ilustrada". A sua mãe foi educada com esmero, sendo professora da 1º à 4º séries. Ela morreu cedo e João Henriques trabalhou muito para sustentar os quatro filhos do casal. João Henriques era monarquista, ligado ao Visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor. Talvez as lembranças saudosistas do fim do período imperial no Brasil, bem como suas remotas lembranças da Abolição da Escravatura na infância tenham vindo a exercer influência sobre a visão crítica de Lima Barreto sobre o regime republicano.
Lima Barreto começou a sua colaboração na imprensa desde estudante, em 1902, no A Quinzena Alegre, depois no Tagarela, O Diabo, e na Revista da Época. Em jornais de maior circulação, começou em 1905, escrevendo no Correio da Manhã uma série de reportagens sobre a demolição do Morro do Castelo. Daí em diante, colaborou em vários jornais e revistas, Fon-Fon, Floreal, Gazeta da Tarde, Jornal do Commercio, Correio da Noite, A Noite (onde publicou, em folhetim, Numa e a Ninfa), Careta, ABC, um novo A Lanterna (vespertino), Brás Cubas (semanário), Hoje, Revista Souza Cruz e O Mundo Literário.
Em 1911 editou com amigos a revista Floreal, que conseguiu sobreviver apenas até à segunda edição, mas despertou a atenção de alguns poucos críticos. 1909 foi o ano de sua estreia como escritor de ficção, publicando, em Portugal, o romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha. A narrativa de Lima Barreto nesse primeiro livro, pincelada com indisfarçáveis traços autobiográficos, mostra uma contundente crítica à sociedade brasileira, por ele considerada preconceituosa e profundamente hipócrita, até mesmo os bastidores da imprensa opinativa são alvo de sua narrativa mordaz, inspirados na redação do Cartas da Tarde. Em 1911 começou a publicação, em formato de folhetins no ''''Jornal do Commercio'''' do Rio de Janeiro, de sua mais importante obra, Triste Fim de Policarpo Quaresma, que anos mais tarde (1915) foi editado em brochura e considerado pela crítica especializada como basilar no período do Pré-Modernismo
Ler mais em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lima_Barreto
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