domingo, 6 de março de 2011

HOMENAGEM: HONORIS CAUSA- ULISSES TAVARES (BRASIL)*



Foto: Bandeira do Brasil



Foto: Ulisses Tavares






HONORIS CAUSA



ULISSES TAVARES (BRASIL)


Ah, o amor é uma bobagem
Escrevi, li, conversei a respeito.
Mas depois de conhecer você
Bagunçou tudo no meu peito
Perguntam-se o amor é nada?
Ora, mais respieto se dê!
Bolas, isso é pergunta de quem
Não conhece você!


(Diário de uma paixão. São Paulo:Geração Editorial, 2003)





* ULISSES TAVARES:nasceu em Sorocaba(SÃO PAULO), em 1950,publicou seu primeiro livro de poemas aos 9 anos e nunca mais parou de escrever e ler de tudo, dos clássicos até bulas de remédios.

Está com 74 livros publicados, em praticamente todos os gêneros e assuntos. Dentre eles, destacam-se alguns sucessos recentes: "Subs" (história em quadrinhos para adultos- Editora Devir); "Viva a poesia viva" (poesias para crianças - Editora Saraiva); "Será uma vez a louca aventura de criar uma história" (ficção juvenil- DCL Editora); "Guia do Homem - que a mulher também deve ler" (auto-ajuda - Geração Editorial); "Fábulas do Futuro" (fábulas - Editora do Brasil).

Mesmo num gênero considerado o patinho feio da literatura (a poesia, esse cisne), já alcançou mais de 500 mil exemplares vendidos.

Nos intervalos da literatura, Ulisses se dedica a muitas outras paixões: é professor de pós-graduação em web marketing; jornalista digital; compositor letrista; dramaturgo; criativo publicitário internacionalmente premiado; militante de grupos de proteção aos animais; expert em marketing político e palestrante de criatividade aplicada, internet, literatura e aprimoramento pessoal.

Mora em uma fazenda ecológica próxima de São Paulo e cria cachorros da raça english springer spaniel.

sábado, 5 de março de 2011

HOMENAGEM: COMPRENDER- NILDA ETEL DELUCA (ARGENTINA)*



Foto: Bandeira da Argentina





COMPRENDER


NILDA ETEL DELUCA (ARGENTINA)*


¿Cómo comprender que la juventud no está
y darse cuenta que el corazón aún quiere amar?
Pero los huesos duelen, la piel envejece,
la figura se desdibuja perdiendo las curvas.
¿Quién me ayuda?
Calma mis ansias la lapicera que consecuente,
hasta la última gota de tinta está plena.
Así es la sangre que pide a borbotones,
que el organismo esté alerta a cualquier mensaje
de otro corazón triste y lo retenga.
La música que vuela de la radio,
me comprende en cada letra,
me sorprende, me anima a quererme,
a pensar en positivo…
¡Qué no estoy vieja!
En mis arterias fluye savia
que mis neuronas despiertan.
Ser joven: es sólo en paso en la vida,
como un surco en la tierra
que recibió su semilla y el árbol creció,
se encuentra erguido,
como mi ser que, oxigenado, cuenta vivencias…






COMPREENDER

NILDA ETEL DELUCA (ARGENTINA)

Tradução: Vanda Lúcia da Costa Salles (Brasil)



Como compreender que a juventude já não está
E dar-se conta que o coração ainda quer amar
Porém os ossos doem, a pele envelhece,
A figura se desfoca perdendo as curvas.
Quem me ajuda?
Acalma meus medos a caneta que consistente,
até a última gota de tinta, está cheia.
Este é o sangue que chama a contenda,
o corpo está em alerta para qualquer mensagem
de outro coração triste a segurá-la.
A música voa do rádio,
Incluo-me em cada letra,
me surpreende, incentiva-me a amar,
a pensar positivo ...
Que não sou velha!
Seiva corre em minhas veias
acorda meus neurônios.
Ser jovem: só aconteceu na vida
como um sulco na terra
que recebeu sua semente e a árvore cresceu,
está ereta,
como o meu ser que oxigenado, tem experiências ...




NILDA ETEL DELUCA: nació em Quilmes, provincia de Buenos Aires,Argentina.

sexta-feira, 4 de março de 2011

HOMENAGEM: SÓ DE SACANAGEM - ELISA LUCINDA (BRASIL)*



Foto: Bandeira do Brasil




Foto: Elisa Lucinda



SÓ DE SACANAGEM


ELISA LUCINDA(BRASIL)

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!




PENETRAÇÃO DO POEMA DAS SETE FACES


(A Carlos Drummond de Andrade)



Ele entrou em mim sem cerimônias
Meu amigo seu poema em mim se estabeleceu
Na primeira fala eu já falava como se fosse meu
O poema só existe quando pode ser do outro
Quando cabe na vida do outro
Sem serventia não há poesia não há poeta não há nada
Há apenas frases e desabafos pessoais
Me ouça, Carlos, choro toda vez que minha boca diz
A letra que eu sei que você escreveu com lágrimas
Te amo porque nunca nos vimos
E me impressiono com o estupendo conhecimento
Que temos um do outro
Carlos, me escuta
Você que dizem ter morrido
Me ressuscitou ontem à tarde
A mim a quem chamam viva
Meu coração volta a ser uma remington disposta
Aprendi outra vez com você
A ouvir o barulho das montanhas
A perceber o silêncio dos carros
Ontem decorei um poema seu
Em cinco minutos
Agora dorme, Carlos.




COR - RESPONDÊNCIA



ELISA LUCINDA (BRASIL)



Remeta-me os dedos
em vez de cartas de amor
que nunca escreves
que nunca recebo.
Passeiam em mim estas tardes
que parecem repetir
o amor bem feito
que voce tinha mania de fazer comigo.
Não sei amigo
se era o seu jeito
ou de propósito
mas era bom, sempre bom
e assanhava as tardes.
Refaça o verso
que mantinha sempre tesa
a minha rima
firme
confirme
o ardor dessas jorradas
de versos que nos bolinaram os dois
a dois.
Pense em mim
e me visite no correio
de pombos onde a gente se confunde
Repito:
Se meta na minha vida
outra vez meta
Remeta.

( In: O semelhante, Editora Record, 1998 - Rio de Janeiro, Brasil)


*ELISA LUCINDA - nasceu em 2 de fevereiro de 1958, em Vitória, Espírito Santos-Brasil. Poeta, professora universitária, jornalista e atriz de teatro.

quinta-feira, 3 de março de 2011

HOMENAGEM: O POETA É UM GUARDADOR - ANA HATHERLY (PORTUGAL)*



Foto: Bandeira de Portugal




Foto: Ana Hatherly



O POETA É UM GUARDADOR

ANA HATHERLY (PORTUGAL)


O poeta é um guardador
Guarda a diferença
Guarda da indiferença
No incerto
Guarda a certeza da voz



SE UMA PAUSA NÃO É FIM

ANA HATHERLY (PORTUGAL)


Se uma pausa não é fim
e silêncio não é ausência,
se um ramo partido não mata uma árvore,
um amor que é perdido,será acabado?

um ouvido que escuta
uma alma que espera...
-uma onda desfeita
É ou já não era?

Nuvem solitária,
silenciosa e breve,
nuvem transparente,
desenho etéreo de anjo distraído...

nuvem,
esquecida em céu de esperança,
forma irreal de sonho interrompido..

nuvem,
luz e sombra,
forma e movimento,
fantasia breve de ânsia de infinito...

nuvem que foste
e já não és:
desejo formulado e incompreendido.



*ANA HATHERLY: poeta, tradutora, ensaísta e professora universitária, nasceu no Porto em 1929. É licenciada pela Universidade de Lisboa e Doutorada em Literaturas Hispânicas pela Universidade de Berkeley (U.S.A.). Estudou música e arte cinematográfica. Iniciou a sua carreira literária em 1958 com o livro de poemas Um Ritmo Perdido. Foi uma das principais colaboradoras do grupo de Poesia experimental, nos anos 60 e 70. A sua poesia reúne fortes tendências barroquizantes e visuais. Algumas das suas obras fundem a expressão poética com a intervenção plástica. É o caso, por exemplo, de Mapas da Imaginação e da Memória (1973), bem como de várias exposições que incluem desenho, pintura e colagem, realizada em galerias e centros de exposições. O seu trabalho está representado nas mais importantes Antologias e Histórias da Literatura Contemporânea de Portugal, Brasil, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, Dinamarca, Suécia, Holanda, e República Checa. Tisanas é a sua obra mais traduzida.

POESIA: DA FLOR - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)




Foto: Flor de Maracujá





DA FLOR


VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES (BRASIL)



Aqui,concisa,
no podre da casca
brotei flor.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

HOMENAGEM: E-MAIL PARA UN POETA AL OTRO LADO DEL ATLÁNTICO- ANDRÉ CRUCHAGA (EL SALVADOR)*



Foto: Bandeira de El Salvador




Foto: André Cruchaga (El Salvador)



E-MAIL PARA UN POETA AL OTRO LADO DEL ATLÁNTICO


ANDRÉ CRUCHAGA (EL SALVADOR)


Querido poeta,
Con el tiempo uno puede distinguir toda altura;
Pero nunca explicar la sombra que encarna el poema.
De nada sirve ganar todos los premios
Y creer que estás inventando la memoria del mundo.
Cada poeta tiene su tiempo y su espacio. al menos eso creo.
Puedes desgarrar tu alma escribiendo y escribiendo;
Pese a ello lo que encuentras en tu prójimo
Es esa perpetua lucha de contrarios que ambos aprendimos de
Heráclito:
El país no te conece;
Puedes llenar las páginas de los periódicos
Pero al país le da igual:
La gente no te distingue,
Ni por la manera en que vistes,
Ni por el trabajo al que resistes con tu palabra.


A menudo se te pide un poema.
O que te expliques las fronteras d las ventanas,
Pero siempre caes en la orfandad del mundo:
al país le vale un bledo tu comunión errante
Con los pañuelos del sueño.
Si es posible te mueres de hambre al alcer este tipo de Patria:
El País te ofree un permanente desamparo;
un río de olvidos y carencias, una permanente purga,
Un clímax de poderes donde sólo retratados en los sellos postales,
O los ungidos con las mieles milenarias del abolengo.


Tú sigue escribiendo si ese es tu genuino respiro.
Trata que el pasibo de la emoción no se apgague.
Camina. Busca. Persigue tu propia sombray convicciones;
Nunca fue fácil jugar en las grandes ligas.


Escribe, poeta con el fuego de la lluvia;
Estoy seguro que el agua reconecerá tu cauce
Y sabrás encontrate y desdecir a los exegetas de las verdades
Inmutables.
Ya cuando eso pase, vuelta a ti miesmo,
Verás que el anhelo y la fantasía
No tienen que ser dádiva de nadie.


El buen orfebre se reconoce por su obra: Eso me lo dijo un crítico a
Mí cuando comenzaba en estas lides.
Haz bien la tuya con los lienzos de la hoguera,
Haz bien la tuya aunque al mundo te pongas barreras.
De todas maneras no eres el único
Al que se le niega una mano o se le ignora.


Funde, poeta, el aliento de los sueños en la palabra.
Haz que la humedad llegue en el aroma del suspiro.
Reescribe, si puedes, en un vaso de agua la vida,
Que sólo tú eres tú, como dijo Shakespeare.



E-MAIL A UM POETA DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO


ANDRÉ CRUCHAGA (EL SALVADOR)

Querido poeta,
Ao longo do tempo pode-se distinguir toda altura;
Mas a sombra nunca explicar quê o poema incorpora.
De nada serve ganhar todos os prêmios
E crer que estás inventando a memória do mundo.
Cada poeta tem seu tempo e espaço. Ao menos isso creo.
Podes perder tua alma escrevendo e escrevendo;
O seu valor é o que encontra em seu próximo.
É essa eterna luta de contrários que ambos aprendemos de
Heráclito.
O país não te conhece;
Podes encher as páginas dos jornais
Ao país não lhe importa:
As pessoas não fazem qualquer distinção,
Nem pela maneira de se vestir,
Nem pela resistência do trabalho com tua palavra.


Poucas vezes, te pedem um poema.
Ou que expliques os limites das janelas,
Mas sempre cais na orfandade do mundo:
Ao país pouco importa tua comunhão errante
Com os lenços nos sonhos.
Se és possível morres de fome país como:
O país te oferece um permanente desamparo;
Um rio de esquecimento e carências, uma permanente purgação.
Um clímax de poder, onde somente retratados em selos postais,
Ou ungido com o mel de uma antiga linhagem.





Segues escrevendo, se esse é o teu genuína respiração.
Trates que o placebo da emoção não se apague.
Caminhe. Busque. Persiga tua própria sombra e convicções;
Nunca foi fácil jogar nas grandes ligas.


Escreva poeta com o fogo da chuva;
Tenho certeza que sua água reconhecerá o canal
E saberás encontrar-te e contradizer aos exegetas das verdades
Imutáveis.
E quando isso acontecer, volte a ti mesmo,
Verás que o desejo e a fantasia
Não têm que ser dádiva de ninguém.


O bom joalheiro se reconhece por sua obra: isso me disse um crítico
Quando comecei nesses conflitos.
Faça bem a tua, com as pinturas do fogo,
Faça bem a tua, ainda que ao mundo te ponhas barreiras.
De todas as maneiras, não és o único
A quem se lhe nega a mão ou se ignoras.


Funda poeta, o alento dos sonhos na palavra.
Faça a umidade atingir o aroma do suspiro.
Reescreva, se podes no copo de água a vida
Que só tu és o tu, como disse Shakespeare.


(Tradução: Vanda Lúcia da Costa Salles)


* ANDRÉ CRUCHAGA: Nació en Chalatenango, El Salvador, 1957. Tiene una licenciatura en Ciencias de la Educación. Además de profesor de humanidades, ha desempeñado la función de docente en Educación Básica y Superior. Parte de su obra poética ha sido traducida al francés por Jean Dif, Danièlle Trottier; esta última, el libro antológico: “El fuego atrás de la ventana” (Le feu derrière la fenêtre) y Viajar de la ceniza. La poeta María Eugenia Lizeaga, por su parte, ha traducido el libro “Oscuridad sin fecha” al Idioma vasco (Euskara); y poemas sueltos, Michel Krott, al holandés.

Reconocimientos: Primer Premio Juegos Florales de Zacatecoluca ( La Paz, 1985), Primera Mención de Honor (Juegos Florales de San Miguel, San Miguel, 1988), Primera Mención de Honor (Juegos Florales de San Vicente, San Vicente, 2001), Primer Premio Juegos Florales de Chalatenango (Chalatenango, 2002), Primer Premio Juegos Florales de Ahuachapán (Ahuachapán, 2005), Finalista: Primer Concurso Internacional de Poesía "Paseo en Verso" ( Editorial Pasos en la Azotea, Querétaro, México, 2004/2005).

Publicaciones: Alegoría de la palabra (1992), Fantasía del agua (1992), Fuego de la intimidad (1993), Espejo del invierno ( 1993), Memoria de Marylhurts (1993), Visión de la muerte (1994), Antigua soledad (1994), Insomnio divagante (1991), Viento (1995), Césped sobre el fuego (1995), Fugitiva luz de los espejos (1995), Fantasía del bosque (1996), Enigma del tiempo (1996), Roja vigilia (1997), Querencia del follaje (1998), Rumor de pájaros (2002), Oscuridad sin fecha (2006), Pie en tierra (2007).

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

HOMENAGEM: STILL I RISE - MAYA ANGELOU (E.U.A.)*



Foto: Bandeira dos Estados Unidos da América




Foto; MAYA ANGELOU (E.U.A.)




STILL I RISE

by MAYA ANGELOU (E.U.A.)



You may write me down in history
With your bitter, twisted lies,
You may trod me in the very dirt
But still, like dust, I'll rise.

Does my sassiness upset you?
Why are you beset with gloom?
'Cause I walk like I've got oil wells
Pumping in my living room.

Just like moons and like suns,
With the certainty of tides,
Just like hopes springing high,
Still I'll rise.

Did you want to see me broken?
Bowed head and lowered eyes?
Shoulders falling down like teardrops.
Weakened by my soulful cries.

Does my haughtiness offend you?
Don't you take it awful hard
'Cause I laugh like I've got gold mines
Diggin' in my own back yard.

You may shoot me with your words,
You may cut me with your eyes,
You may kill me with your hatefulness,
But still, like air, I'll rise.

Does my sexiness upset you?
Does it come as a surprise
That I dance like I've got diamonds
At the meeting of my thighs?

Out of the huts of history's shame
I rise
Up from a past that's rooted in pain
I rise
I'm a black ocean, leaping and wide,
Welling and swelling I bear in the tide.
Leaving behind nights of terror and fear
I rise
Into a daybreak that's wondrously clear
I rise
Bringing the gifts that my ancestors gave,
I am the dream and the hope of the slave.
I rise
I rise
I rise.



AINDA ME LEVANTO

MAYA ANGELOU (E.U.A.)


Você pode me escrever abaixo na história
Com suas mentiras amargas, trançadas,
Você pode se andou na mesma sujeira
Mas ainda, igual pó, eu subirei.


Meu atrevimento o transtorna?
Por que você é atacado com escuridão?
'Causa que eu caminho como eu tivesse poços de petróleo
Bombeando em minha sala de estar.


Assim como as luas e como sóis,
Com a certeza de marés,
Assim como se espera saltar alto,
eu subirei.


Você quis- me ver quebrada?
Cabeça curvada e olhos cabisbaixos?
Ombros caídos como lágrimas.
Debilitada pelo choro de minha alma.



Minha arrogância o ofende?
Não leve isto tão duro
'Causa que eu rio como eu tivesse minas de ouro
Diggin em meu próprio quintal.



Você pode me atirar com suas palavras,
Você pode cortar-me com seus olhos,
Você pode me matar com seu ódio,
Mas ainda, igual ao ar, eu subirei.

Minha sensualidade o transtorna?
Vem como uma surpresa
Quando danço como tivesse diamantes
Na união de minhas coxas?




Fora das cabanas da vergonha de história
Eu subo
Acima de um passado que está arraigado em dor
Eu subo
Eu sou um oceano preto, enquanto saltando ao largo,
"Welling" e inchando eu agüento na maré.
Deixando para trás noites de terror e medo
Eu subo
Em uma alvorada que é maravilhosamente clara
Eu subo
Trazendo os presentes que meus antepassados ofertaram,
Eu sou o sonho e a esperança do escravo.
Eu subo
Eu subo
Eu subo.



*MAYA ANGELOU- was born Marguerite Johnson in St. Louis, Missouri, on April 4, 1928. She grew up in St. Louis and Stamps, Arkansas. She is an author, poet, historian, songwriter, playwright, dancer, stage and screen producer, director, performer, singer, and civil rights activist. She is best known for her autobiographical books: All God's Children Need Traveling Shoes (1986), The Heart of a Woman (1981), Singin' and Swingin' and Gettin' Merry Like Christmas (1976), Gather Together in My Name ...




Marguerite Ann Johnson nasceu em St. Louis, Missouri, no dia 4 de abril de 1928.

Passou a infância na Califórnia, Arkansas, e St. Louis, e viveu com a avó paterna, Annie Henderson, na maior parte de sua infância. Quando tinha 8 anos, ela foi estuprada pelo namorado da mãe em St. Louis; isto levou a anos de mudez para Maya que finalmente superou com a ajuda de uma vizinha atenciosa, e um grande amor pela literatura.

Aos 17, Maya se tornou a primeira motorista negra de ônibus em São Francisco e tornou-se mãe solteira ao dar a luz ao seu primeiro filho, em um época em que isso não era comum; em anos posteriores, ela se tornou a primeira mulher negra a ser roteirista e diretora em Hollywood. Na década de 50 - quando surgiu com o pseudônimo "Maya Angelou" - ela se afirmou como atriz, cantora e dançarina em várias montagens teatrais que percorreram o país, tais como: Porgy and Bess, Calypso Heatwave, The Blacks e Cabaret for Freedom; Nos anos 60s ela era amiga de Martin Luther King Jr. e Malcolm X; ela serviu no SCLC com Dr. King, e trabalhou durante anos para o movimento de direitos civis. Também nos anos 60, ela trabalhou e viajou pela África, como jornalista e professora, ajudando vários movimentos de independência africanos. Em 1970, ela publicou o primeiro livro, I Know Why the Caged Bird Sings, para grande aclamação, e foi nomeado para o Pulitzer Prize em poesia no ano seguinte.

Angelou teve uma carreira longa e distinta, é poeta, escritora, ativista de direitos civis, e historiadora, entre outras coisas. Ela também é atriz, dançarina, e cantora, atuou na peça de Jean Genet, "The Blacks", e o aclamado seriado, "Roots", ganhador de um Emmy. Angelou provavelmente é conhecida melhor pelos trabalhos autobiográficos dela que incluem I Know Why the Caged Bird Sings e All God's Children Need Travelling Shoes.

Em 1993, Angelou leu um de seus poemas chamado "On the Pulse of Morning", na posse de Bill Clinton como presidente; este foi um dos pontos altos de sua carreira: recebeu o Grammy de melhor texto recitado pela leitura do mesmo, e novamente a trouxe para a vista do público. Atualmente, ela é professora de história americana na Wake Forest University, Carolina do Norte, mas ainda fazendo suas excursões e dando palestras em vários lugares.

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Maya_Angelou