terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

CONVOCATÓRIA: MIL POEMAS PARA GONÇALVES DIAS- POETAS PARTICIPEM!!!






       POETAS PARTICIPEM!!!




 Por favor divulguem essa :   MIL POEMAS PARA GONÇALVES DIAS

    Dilercy Adler, psicóloga e poeta, está organizando, com o Instituto Histórico e Geográfico de São Luiz, Maranhão, a Antologia MIL POEMAS PARA GONÇALVES DIAS.



A participação é sem ônus para os poetas. A Antologia terá lançamento em 2013.  




        NOVO PRAZO PARA ENVIO: 31/03/2013 OU ATÉ COMPLETAR OS MIL POEMAS.
                                 
        



                NORMAS DOS TRABALHOS:

a) A Antologia: " MIL POEMAS PARA GONÇALVES DIAS"

- Cada poeta poderá apresentar até cinco poemas homenageando Gonçalves Dias. Formato A4, times New Roman, tamanho 12, espaço 1,0.


- enviar adjunto currículo literário resumido ( no máximo 6 linhas), em que conste data de nascimento, cidade e país de origem; com foto atualizada.

- a aceitação dar-se-á na ordem de recebimento da (s) obra (s), até se completarem os 1000 ( mil) poemas, um mesmo autor poderá mandar uma poesia, caso queira enviar outra obra posteriormente, dentro do limite de 5 (cinco) , por poeta, poderá fazê-lo, indicando que já enviou uma primeira obra, sendo colocada todas juntas

                             Envio de Poesias para: dilercy@hotmail.com

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

POESIA: UM MEIO - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES




UM MEIO


Vanda Lúcia da Costa Salles




caminhas entre orquídeas
e
aromas 
de alecrim.


um meio,
creio,
existe,
bem no meio,
do recheio
desse
jardim


araçás e carambolas,
alegria
na cola de madeira
que descolas
das
trepadeiras
um pensamento não satisfaz a quem busca um meio



somente,
um
meio
nesse veio
que traça
a
parábola existencial
que não deforma
a forma
da
alegria
apetecer
o dia
e
a vivacidade da flor

domingo, 30 de dezembro de 2012

POESIA: QUANDO A FELICIDADE BATE A PORTA- VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES





QUANDO A FELICIDADE BATE A PORTA


                                          VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES



aporta verbena em flor à porta
de um coração
supõe-se delírios nas fibras de cujos gestos
atreveu-se beijos
em rosas- rosas garantiu-se as cores
 a palavra amor caiu como luva no jardim

daí, as lágrimas deslizaram vida

e explicou sabiá que
quando a felicidade bate, aporta


domingo, 23 de dezembro de 2012

CRÔNICA: QUE MARAVILHA, O MUNDO NÃO ACABOU! - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES

Foto: Rhaí jogando sinuca (Brasil)




QUE MARAVILHA, O MUNDO NÃO ACABOU!



                                       Vanda Lúcia da Costa Salles




         -Disseram que o mundo ia acabar. Como?!  E eu que nem aprendi a jogar sinuca.Como pode acabar assim, sem mais nem menos. Sem que eu leia Augusto dos Anjos, Sem que a aposentadoria saia. Sem que eu possa visitar Paris?   Impossível. - ela reclamava e dizia que queria aprender a jogar sinuca.
         Vinte e quatro horas passadas, cansados, ela e os amigos constataram que tudo permanecia igual, daí ela exclamou, gargalhando para o mundo, com o taco na mão:
         - Que maravilha, o mundo não acabou!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

POESIA: TERNURA ANTIGA EM A PALAVRA DO MENINO E AS ABOBRINHAS - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES



Foto: Capa do livro Infanto-Juvenil: A Palavra do Menino e as Abobrinhas, de Vanda Salles, também conhecida como Vanda Lúcia da Costa Salles

Contra capa : A escritora e poeta autografando o livro em Rio das Ostras ( RJ)

Ilustração: Raíssa Salles,Cibério Ramon Salles e Vanda Salles





TERNURA ANTIGA EM A PALAVRA DO MENINO E AS ABOBRINHAS

                                     Vanda Lúcia da Costa Salles  (Brasil)



     Era um menino de uma perna só
     que cantava o mundo
      para além do nó



     Assim ele ficava porque
     enquanto cantavam afinadinhos
     Ele desafinava


     A sua ternura antiga o engendrava
     E era um menino lindo
     que se permitia desafinar


    Em seu propósito dizia:
    É possível inventar um sonho?
    Afeto tem sexo?
    Qual é o raio da nossa intolerância?
     Amor é cor?



    O seu amor sabe do meu amor, então,
    podemos florir o mundo...
   
         

sábado, 20 de outubro de 2012

CRÔNICA: DENTRO DE NÓS - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES

Foto: Maria Amaral Ferreira, por Vanda Salles ( Vanda Lúcia da Costa Salles)





DENTRO DE NÓS



                                  Vanda Lúcia da Costa Salles




      Em momentos que a mente acaricia, sei que vives, com esse ar de Dama antiga e dissimulada porque sabes que a saudade brota gerânios, tulipas e hortelãs. Como  grapete, nomeada era e os netos vinham saber dos causos e namoricos de adolescentes. E ficávamos sorrisos largos, a retirar os cabinhos das pimentas malaguetas ou a formar, peça a peça, a beleza de um fuxico.
      De certo que a dúvida nunca adentrava o afã do peito amante, dançando um samba ou um cateretê. Então, dizias, em tardes de veranico, " a maresia entorna o caldo do pirão de carapeba, moreno, prepara a lenha que o fogo já nos convida". E toda faceira, alisava os lençóis.
      Um, dois, três, quatro, cinco, seis filhos seus e mais três de quebra no angu do tacho, criados com tapioca, violão e rede. " Neném que o diga, Josias nada sabe do clarão da Lua quando a noite brilhava encanto. Vanda, tão bom seria se tivéssemos um tapete voador, não?" Imaginar nem era preciso, sabíamos que do sonho era a vantagem do guia. Seguíamos pegadas.
       Pintora fosse, falou um dia, chuva caindo fininha como agulha perdida na cegueira do olhar, " eu pintava a flor, delicada flor, e enfeitava a casa de Seu João Aleijadinho. O pobre, mal consegue respirar, mas também uma solidão tão torta, que nem cal as paredes aceitam. Coitado, diz caminhar nas horas." Ouvido atento, dentro de nós, a admiração se expandia como pé de samambaia ou cortadeira chorona. Ah!  Senhora de toda a nossa vida e matriz de mim, como sufocar a ausência que deixaste nessa casa com portão verde floresta e uma biblioteca comunitária num desejo todo próprio do projeto firmar?
       Num cavalinho branco que penso ser o unicórnio azul de teus sonhos de menina ( o qual, contastes oras a fio, enovelando as nossas cabeças fantasiadas de colombinas, em uma noite de Carnaval  passado em Balneário de São Pedro D'Aldeia), partistes, como quem parte desejando boa-noite e no dia seguinte viesse convidativa para um banho de mar, nas Dunas ou no Farol.
       Às vezes, ao ler sobre o Egito Antigo ou  O Alienista, de Machado de Assis, creio vê-la ao meu lado, tão dentro de nós, em sorriso de coqueteria, " ainda serás, uma grande, mais grande professora e eu, apenas  a mãe"
       Chamava-se Maria Amaral Ferreira, neta do Capitão Costa, filha de Olívia da Costa Amaral, e amava poesia.
     
     
     


sábado, 6 de outubro de 2012

POESIA: NA SINGULARIDADES DE CURVATURAS - VANDA LÚCIA DA COSTA SALLES

Foto: Barco na Marina da Glória



NA SINGULARIDADES DE CURVATURAS


                                           Vanda Lúcia da Costa Salles

    I

Se o cérebro produz formas, guarda
a natureza dessa imaginação, fugaz
diferenciação
a maré não joga o caniço nem elabora a memória
que traz
o mistério estético do elevar-se âncora


   II


Os passos não atravessam estradas porque a sombra os alinham
O sol não aquece as margens porque o rio é caudaloso
A  solução não espera o sonho da escolha realizada
A cristalina água reflete a hora de retornar à casa aberta...


III


Nenhum transeunte pensa, o quanto é tarde ao se vê atravessado
A violência tomou conta da tarde, e o trágico na rua
foi um passista silenciar-se

IV


Assoviando no caos do trânsito
uma ambulância corre contra o tempo
Marcas interferem no colorido da imagem
No silêncio das falas, o burburinho das máquinas creditam o humano


V


Uma sunga e uma tanga  atravessam a mesma estrada
Há que se crê no que o olho absorve...